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Quais alimentos trazem felicidade?

Você consegue se imaginar num dia super estressante se afogando em um balde de brócolis para compensar?

Coma o seu chocolate (veja, um pedaço é diferente de uma barra e nem precisa fazer disso um hábito diário). (Adene Sanchez/Getty Images)

Coma o seu chocolate (veja, um pedaço é diferente de uma barra e nem precisa fazer disso um hábito diário). (Adene Sanchez/Getty Images)

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Ligia Prestes*

Publicado em 16 de janeiro de 2023, 07h00.

Fiz uma busca no Google assim: “alimentos para felicidade”. Logo nos primeiros links haviam listas de alimentos que, sinceramente, não fariam ninguém feliz logo de cara: brócolis, grão-de-bico, banana, couve… Sim, nós nutricionistas sabemos que eles contêm triptofano, um aminoácido que ajuda na produção da serotonina, o chamado hormônio da felicidade. Mas você consegue se imaginar num dia super estressante se afogando em um balde de brócolis para compensar?

Não, a gente quer mesmo é um chocolate ao leite ou um sonho bem recheado. Nosso cérebro representa 2% do peso do nosso corpo, mas utiliza quase 15% de toda a energia que ingerimos, e esse é o motivo pelo qual atividades estressantes nos levam a comidas açucaradas. Isso porque o cérebro está ali, precisando urgentemente de energia rápida – como o açúcar refinado – para continuar funcionando com desenvoltura. E o que isso quer dizer? Quanto mais estressado você está, mais demanda do seu cérebro – que de forma muito sacana bloqueia as informações do resto do corpo – e a única coisa que você consegue pensar é em como conseguir um doce urgentemente.

E veja um exemplo de como nosso cérebro é louco por carboidrato: uma pesquisa mostrou que indivíduos que tinham que fazer um discurso na frente de estranhos antes do almoço, ingeriram mais carboidratos do que o grupo que não faria o discurso. Ou seja, estresse leva ao consumo de mais calorias.

Eu poderia dar aqui um conselho rápido, e que encerraria o assunto: não se estresse (sempre achei bizarro os médicos darem essa recomendação!). Porém, se você vive nesse mundo, trabalha, estuda, se relaciona com pessoas, o conselho de “não se estressar” é sem sentido.

Bom, caro leitor, você quer uma solução, não é? Coma o seu chocolate (veja, um pedaço é diferente de uma barra e nem precisa fazer disso um hábito diário). Ele te manterá em forma e animado. Isso porque, se você não ingerir esse bendito chocolate, o cérebro usará toda a glicose do corpo e secretará mais hormônios estressantes. Ou seja, você ficará mais infeliz e na iminência de matar ou morrer por uma glicose – e com certeza vai afogar as mágoas numa pizza inteira mais tarde.

Tem outro ponto a ser levado em conta: quando não há glicose à vontade, o cérebro economiza energia, desacelerando sua concentração e isso te leva a gastar bem mais tempo para resolver um problema de trabalho. Tempo esse que você poderia gastar na academia ou fazendo qualquer atividade física de sua escolha. Dois quadradinhos de chocolate têm aproximadamente 80 calorias, que podem ser gastas subindo escadas durante o dia ou simplesmente dando umas voltas a mais no quarteirão.

Vale ressaltar que, na hora de se manter num corpo esbelto, nem tudo diz respeito a déficit calórico. Sempre penso na minha cachorrinha que precisa emagrecer: eu coloco no pratinho dela menos comida, dou uma volta a mais no quarteirão e fim. Ela não pede um doce, nem um pão na chapa. Mas nós, humanos, temos vontades.

*Lígia Prestes, nutricionista pós graduada em nutrição hospitalar pelo hospital Albert Einstein e mestre em nutrição experimental na Universidade de São Paulo

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