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Irã mantém condenação do cineasta Jafar Panahi

Diretor premiado em Cannes seguirá condenado a um ano de prisão e dois anos sem poder deixar o país

Publicado em 7 de junho de 2026 às 14h59.

Um tribunal revolucionário do Irã rejeitou o recurso apresentado pelo cineasta Jafar Panahi contra a condenação a um ano de prisão por “propaganda” contra o regime iraniano. A decisão foi divulgada neste domingo, 7, pelo advogado do diretor.

Segundo Mostafa Nili, defensor de Panahi, a corte manteve integralmente a sentença anunciada em dezembro do ano passado. O cineasta ainda poderá recorrer a um tribunal provincial.

Com a decisão, seguem válidas tanto a pena de prisão quanto a proibição de deixar o Irã por dois anos.

De acordo com o advogado, o processo se baseia na acusação de que Panahi produziu “um filme clandestino e problemático contra o establishment governante”, em referência ao longa Foi Apenas um Acidente.

O diretor venceu a Palma de Ouro no Festival de Cannes em 2025 com o filme e também recebeu indicação ao Oscar. A obra acompanha cinco iranianos que confrontam um homem que acreditam ter sido responsável por torturas na prisão — trama inspirada na própria experiência de Panahi com o sistema judicial iraniano.

A agência estatal iraniana ISNA informou, em maio, que o cineasta retornou ao Irã em 30 de março, após viajar ao exterior para promover o longa. Panahi, no entanto, não confirmou publicamente sua volta ao país.

Reconhecido internacionalmente, Panahi acumula histórico de embates com as autoridades iranianas. Seus filmes frequentemente abordam censura, repressão política e restrições às liberdades individuais no país.

*Com informações da AFP

 

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