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Parentes homenageiam a namorada assassinada de Pistorius

O funeral de Reeva foi realizada no crematório de Victoria Park, num bairro tranquilo da cidade ao sul do país, onde a jovem cresceu


	Parentes e amigos de Reeva emocionam-se no funeral: segundo o pai da modelo, nada poderia indicar que Reeva mantinha uma relação conflituosa com Pistorius
 (Alexander Joe/AFP)

Parentes e amigos de Reeva emocionam-se no funeral: segundo o pai da modelo, nada poderia indicar que Reeva mantinha uma relação conflituosa com Pistorius (Alexander Joe/AFP)

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Da Redação

22 de fevereiro de 2013, 13h06

Port Elizabeth - Parentes de Reeva Steenkamp, modelo assassinada no dia 14 de fevereiro pelo namorado, Oscar Pistorius, prestaram-lhe uma última homenagem sóbria em sua cidade natal, Port Elizabeth, preferindo esquecer, por um momento, o assassino, que compareceu, ao mesmo tempo, a um tribunal sul-africano.

Fechada à imprensa e aos curiosos, a cerimônia foi realizada no crematório de Victoria Park, num bairro tranquilo da cidade ao sul do país, onde a jovem cresceu.

O caixão coberto com um lençol e uma composição de flores brancas chegou por volta das 10h00 ao crematório, carregado por seis homens. O corpo foi cremado após a cerimônia, que durou mais de uma hora.

Mais de 100 familiares e amigos estavam presentes, entre eles o jogador de rúgbi François Hougaard, que a imprensa sul-africana afirmou ter tido um caso com Reeva poucos meses atrás, e de quem Pistorius poderia sentir ciúmes.

Apesar da cobertura da imprensa sobre o caso, nenhum curioso apareceu.

Na capa do programa da cerimônia estava escrito apenas "Reeva" e as datas de nascimento e morte, além do retrato da jovem mulher, atingida por quatro balas de 9 mm aos 29 anos na casa de Pistorius na madrugada do Dia de São Valentim (Dia dos Namorados em vários países).

"Há um vazio em cada uma das pessoas que ela conhecia, que nunca poderá ser preenchido", disse à imprensa seu irmão Adam, ao terminar o elogio fúnebre. "Ela vai nos fazer falta".

"Estamos aqui como uma família, mas apenas uma coisa falta, Reeva", acrescentou seu tio Michael Steenkamp, antes de desabar em lágrimas.


"Ela era um anjo", revelou por sua parte Ravin Venter, um ex-jóquei que trabalhou com seu pai, um treinador de cavalos de corrida.

Segundo Venter, nada poderia indicar que Reeva mantinha uma relação conflituosa com Pistorius, o campeão paralímpico que namorava desde novembro.

"Eu perguntei a seu pai, ele me disse que não, que ela estava muito feliz com o Oscar, não havia nenhum problema. Talvez ela estivesse escondendo alguma coisa", disse ele a repórteres.

Pistorius "é um perigo para a sociedade. Será perigoso para as testemunhas, ele deve permanecer na prisão, eles não devem liberá-lo", acrescentou.

No mesmo momento, o assassino era apresentado a um tribunal de Pretória, onde o Ministério Público leu a acusação de assassinato premeditado, enquanto seus advogados argumentaram a tese de acidente.

A família não fez referência direta a Pistorius. Seu tio Michael observou, no entanto, que Reeva tinha a intenção de se envolver na defesa contra os abusos sofridos por mulheres.

Bongiwe Gamba, amiga de escola de Reeva, preferiu realçar o sorriso, a sua forma de estar perto das pessoas e seu calor humano.

"Só agora que eu estou é aqui, é que percebo realmente que ela partiu", disse ela.

Formada em Direito, modelo e apresentadora de televisão, Reeva Steenkamp foi eleita uma das "100 mulheres mais sexy do mundo" pela revista masculina FHM.

Ela também foi a heroína de um reality show muito popular, que a emissora SABC1 transmitiu o primeiro episódio no sábado, dois dias depois de sua morte.