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Os melhores restaurantes de culinária brasileira

Confira as 31 casas que servem o melhor da culinária brasileira, dos peixes da região Norte à afetiva comida mineira

A Casa do Porco: Menu Primavera-Verão 2025/2026 (Leo Martins/Divulgação)

A Casa do Porco: Menu Primavera-Verão 2025/2026 (Leo Martins/Divulgação)

Júlia Storch
Júlia Storch

Repórter de Casual

Publicado em 6 de julho de 2026 às 12h04.

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Os 100 melhores restaurantes do Brasil querem apresentar não apenas as melhores receitas, mas os ingredientes mais frescos e locais possíveis — e que falem por si só. Confira as 31 casas que servem o melhor da culinária brasileira, dos peixes da região Norte à afetiva comida mineira, e crie a sua própria lista aqui.

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1º Tuju, São Paulo - 21 votos

Para chegar no País das Maravilhas, Alice precisou se jogar ao desconhecido. E é exatamente este o ponto de partida do Tuju: um corredor escuro ilustrado por passagens e imagens do livro de Lewis Carroll. No fim do túnel está a revelação: um jardim de inverno com uma jabuticabeira ao centro e cercada por mais dois andares com um bar e adega com 1.200 rótulos. Para chegar aos quatro menus criados anualmente, o casal Ivan Ralston e Katherina Cordás viajou para os rincões do estado de São Paulo em busca de produtores e suas produções, provenientes tanto da terra quanto do mar. Baseado nos ciclos das chuvas, está em vigor atualmente a temporada Ventania (R$ 1.650), com 10 etapas, incluindo uma defesa ao injustiçado cuscuz paulista. Na receita da casa, o prato é feito com sardinha, tomate verde e pimentão. Ainda que Ralston diga que a busca por aprendizados seja constante, a casa vive um momento de celebração. Em abril, o restaurante conquistou três estrelas no Guia Michelin. Ao contrário da jornada de Alice, o Tuju vive um sonho acordado.

Serviço: Rua Frei Galvão, 135, Jardim Paulistano, São Paulo. De terça a sexta, das 19h às 22h. Sábado das 12h às 15h e das 19h às 22h

4º Origem, Salvador - 18 votos

Origem: sobremesa Jabuticabeira com sorvete de jabuticaba, sorvete de iogurte, rochedo de chocolate branco e uvas roxas (Divulgação/Divulgação)

Após figurar no primeiro lugar neste ranking em 2025, o restaurante soteropolitano tem motivos para continuar as celebrações. Neste ano, a casa comemora 10 anos de história, e o casal de chefs Fabricio Lemos e Lisiane Arouca festeja com pratos que revisitam uma influência contínua na cozinha e no lar, o Recôncavo Baiano. Com 14 etapas divididas em quatro atos, o Menu Recôncavo 2.0 (R$ 420) conta as histórias da casa com receitas já clássicas como o “abarajé”, combinação de abará e acarajé servida com vatapá, e o ravioli de vatapá, uma das criações mais emblemáticas de Lemos. Também entram em cena novidades como o peixe com arroz negro e quiabo, o tortellini de vatapá com carabineiro e emulsão Kirimurê, a carne de sol com purê de couve-flor com missô e o cupim com gnocchi de aipim e abobrinha com queijo de cabra. Já a parte doce traz as memórias da infância de Arouca, criada na cidade de Amargosa. “Quando pequena, ia à feira com meu pai e sempre voltava com um pote cheio de jabuticaba nas mãos”, diz. Da lembrança nasceu a sobremesa “Jabuticabeira”, que combina três tipos de sorvete: de jabuticaba, de uva preta e iogurte, cobertos por tuille feita de batata-doce roxa, ingrediente local abundante.

Serviço: Alameda das Algarobas, 74, Caminho das Árvores, Salvador. De terça a sábado, das 19h às 23h.

6º Manu, Curitiba - 14 votos

Manu: menu batizado de Elemento (R$ 810) apresenta 11 etapas, com foco em vegetais (Divulgação/Divulgação)

“O Manu é a perfeição da imperfeição. Eu não posso ser perfeita o tempo todo, seja como mãe, mulher, gestora ou chef. A beleza está justamente nisso”, diz Manoela Buffara, que há 15 anos abria as portas do Manu, na capital paranaense. Em 2026, o foco do restaurante está em apresentar pratos em que um ingrediente principal é servido no ponto e texturas ideais, acompanhado somente do que ele precisa para revelar sua melhor expressão. “A técnica é mais um elemento a favor de cada ingrediente. Ela não se impõe. Caldos, extrações, curas e brasa trabalham de forma sutil e quase imperceptível para alcançar textura, profundidade e equilíbrio de sabor impecáveis, sem desviar o foco do ingrediente central.” Com isso, o menu batizado de Elemento (R$ 810) apresenta 11 etapas, com foco em vegetais, como o alho-poró assado, servido com creme de castanha tostada, aromatizado com hortelã e pimenta cumari e acompanhado de pasta com tucupi preto e molho de vôngole.

Serviço: Alameda Dom Pedro II, 317, Batel, Curitiba. De quarta a sábado, das 18h às 22h30

7º Mani, São Paulo - 12 votos

Mani: renovação do ambiente foi acompanhada de novidades no cardápio à la carte (Divulgação/Divulgação)

“A poesia existe nos fatos. Os casebres de açafrão e de ocre nos verdes da Favela, sob o azul cabralino, são fatos estéticos. O Carnaval no Rio é o acontecimento religioso da raça. Pau-Brasil”. Assim começa o Manifesto do Pau-Brasil de Oswald de Andrade, e o texto que inspira a segunda década do Mani. A casa passou por uma reforma que deixou os ambientes mais abertos e integrados, mas sem abandonar traços do projeto original, como os pergolados com galhos de jabuticabeira, as estruturas de madeira de demolição e as paredes de textura manual que remetem ao imaginário rural brasileiro. A renovação do ambiente foi acompanhada de novidades no cardápio à la carte. “Os pratos novos revisitam um pouco a nossa história e o percurso das pesquisas que temos feito ao longo desses anos. Nos inspiramos em técnicas brasileiras, como a prática de moquear, e no uso de equipamentos muito presentes na cozinha caseira para ralar mandioca e milho”, diz a chef Helena Rizzo. “Tenho passado muito tempo ‘na roça’, no meu sítio em Piracaia, e isso me leva a ficar mais em contato com a terra, as folhas e os frutos que nascem espontaneamente, como o physalis.” No menu, o fruto aparece acompanhando o peixe do dia (R$ 199), servido com palmito pupunha, Uarini, banana-da-terra e salsa verde.

Serviço: Rua Joaquim Antunes, 210, São Paulo. De terça a sexta, das 12h às 15h e das 19h às 22h30. Sábado, das 13h às 16h e das 19h30 às 23h, e domingo, das 13h às 16h30. (11) 97473-8994

11º Capincho, Porto Alegre

Capincho: o casal Marcelo Schambeck e Flavia Mu, ao lado do sócio Fred Müller homenageiam a culinária sulista (Divulgação/Divulgação)

Se engana quem pensa que a cozinha sulista se resume apenas aos cortes bovinos na brasa. No Capincho, o casal Marcelo Schambeck e Flavia Mu, ao lado do sócio Fred Müller, apresentam uma proposta moderna e urbana para a gastronomia do sul do Brasil e dos países fronteiriços. “A comida do Capincho não é uma comida típica gaúcha — não servimos carreteiro de charque e galeto — bebemos da fonte, mas fazemos uma releitura contemporânea", diz Schambeck. Exemplos que aparecem em pratos como o Caqui, coalhada de iogurte, molho de maracujá, coquinho de butiá, jalapeño, hortelã e manjericão (R$ 58), ou o Coração de galinha com molho de ervilha, ervilha fresca, emulsão de alho crioulo negro, servido ao lado de um quentinho pão com alho na brasa (R$ 59). Mas, reserve um espaço para o prato mais pedido da casa, a costela — feita com um corte especial tirado da parte dianteira e mais magra do animal - assada por 16 horas, leva molho de carne, purê de moranga, coração e brócolis ramosos na brasa com óleo de nirá e alho frito (R$ 215).

Serviço: Praça Dr. Maurício Cardoso, 61 - 2 Moinhos de Vento, Porto Alegre – RS. De terça a sexta, das 19h às 22h30, sábado das 12h30 às 15h e das 19h às 22h30

13º Manga, Salvador

Manga: mergulhador da região traz ouriços e lagostas, que podem ser degustados no menu de nove etapas (Leonardo Freire/Divulgação)

Com trajetórias que passam por cozinhas de excelência no Brasil, Europa e Estados Unidos, o casal de chefs Dante Bassi e Kafe Bassi imprime desde 2018 as referências coletadas pelo mundo na cozinha do Manga. De frente para a praia, o restaurante tem acesso privilegiado a peixes e frutos do mar diretamente dos pescadores, muitas vezes logo após o retorno do mar. Um mergulhador da região traz ouriços e lagostas, que podem ser degustados no menu de nove etapas. As refeições sempre se iniciam com um confortante consomê de boas-vindas. Na versão atual, ele é feito com lambreta, galinha poedeira, tucupi, cogumelo, açafrão e um buquê de ervas da horta cultivada ali mesmo no terraço.

Serviço: Rua Professora Almerinda Dultra, 40 - bairro Rio Vermelho – Salvador, BA. De terça a sexta, das 19h às 22h30. Sábado das 12h30 às 15h e das 19h às 22h30.

17º D.O.M, São Paulo

D.O.M: menu degustação “A Hora da Onça Beber Água” (Divulgação/Divulgação)

Para este ano, Alex Atala procurou referências em um animal nacional para criar o menu degustação “A Hora da Onça Beber Água”, inspirado na onça-pintada e na relação entre os biomas brasileiros. Em dez etapas, a experiência explora ingredientes da sociobiodiversidade nacional, com destaque para produtos de rio, mar e terra. Entre os pratos estão ravióli de tapioca com tucupi e jacaré com bacuri. A harmonização inclui vinhos brasileiros e internacionais, enquanto o serviço, a trilha sonora e a ambientação acompanham o tema da temporada.

Serviço: Rua Barão de Capanema, 549, Jardins. De segunda a sexta, das 12h às 15h e das 19h às 23h; sábados, das 19h às 23h.

20º Trintaeum, Belo Horizonte

Trintaeum: foco na valorização da cultura gastronômica mineira (Victor Schwaner/Divulgação)

No bairro de Lourdes, em Belo Horizonte, o Trintaeum foi criado para valorizar a cultura gastronômica mineira com ingredientes, bebidas e decoração provenientes do estado. Comandado pela chef Ana Gabi Costa, o restaurante revisita clássicos como frango com quiabo (R$ 100), galinhada (R$ 90) e pastel de angu (R$ 50) com releituras técnicas. A casa também reúne carta de vinhos mineiros, coquetéis feitos com insumos locais, seleção de cachaças e uma experiência guiada de degustação de queijos do estado.

Serviço: R. Prof. Antônio Aleixo, 20 – Lourdes, Belo Horizonte (MG). De segunda a sábado, das 12h às 15h30 e das 19h às 23h domingos, das 12h às 16h

24º Glouton, Belo Horizonte

Glouton: restaurante que combina técnicas da cozinha francesa a ingredientes brasileiros (Divulgação/Divulgação)

Após deixar a carreira na medicina, o chef mineiro Leonardo Paixão passou pela França, onde trabalhou com nomes como Joël Robuchon, Pierre Gagnaire e Nicolas Magie. Em Belo Horizonte, fundou o Glouton, restaurante que combina técnicas da cozinha francesa a ingredientes brasileiros. Entre os novos pratos estão polvo grelhado com okonomiyaki de couve-flor (R$ 125), camarão com nhoque de moranga (R$ 129) e vaca atolada com costela semi defumada (R$ 135). Clássicos da casa incluem arroz de galinha com quiabo (R$ 125) e papada de porco com mil-folhas de mandioca (R$ 145).

Serviço: Rua Bárbara Heliodora, 59, Lourdes, Belo Horizonte. Telefone: (31) 3292-4237. De segunda a sábado, das 19h às 23h. 

26º Cozinha Tupis, Belo Horizonte

Cozinha Tupis: Frango à Paçoquinha (R$ 59), em que tulipinhas da ave são cobertas por molho caramelado e apimentado, e cobertas por farofa de amendoim (Divulgação/Divulgação)

Um dos pioneiros na revitalização do Mercado Novo de Belo Horizonte, o Cozinha Tupis apresenta releituras de pratos típicos da cidade. Alguns pedidos imperdíveis são o Frango à Paçoquinha (R$ 59), em que tulipinhas da ave são cobertas por molho caramelado e apimentado, e cobertas por farofa de amendoim, ou o curioso Pé de Porco Recheado (R$ 94, duas pessoas) coberto por molho de vinho de jaboticaba, e acompanhado de purê de batata e couve. Para um almoço rápido, todos os dias é servida a Galinhada do Tupis (R$ 39), com tutu, ovo frito e couve. Vale a pena escolher um assento no balcão e assistir à cozinha a pleno vapor.

Serviço: Avenida Olegário Maciel, 742, loja 2161, Centro, Belo Horizonte. Terça a sexta-feira, das 11h30 às 15h30 (pratos feitos) e das 11h30 às 22h30 (à la carte). Sábado das 11h30 às 22h e domingo das 11h30 às 16h

30º Casa do Saulo, Santarém (Pará)

Saulo Jennings: chef iniciou sua trajetória na cozinha cedo, quando atuava como instrutor de kitesurf nas praias do rio Tapajós (Nereu Jr/Divulgação)

A riqueza amazônica materializada nos pratos. Sob o comando do chef Saulo Jennings, o estabelecimento, aberto há 17 anos, é um dos grandes responsáveis pela difusão e pela introdução de ingredientes amazônicos Brasil afora. O chef iniciou sua trajetória na cozinha cedo, quando atuava como instrutor de kitesurf nas praias do rio Tapajós – de forma bem espontânea, preparando refeições para seus alunos. Logo, conquistou adeptos e, diretamente da varanda de sua casa, Jennings passou a receber grupos de clientes. Nasceu daí a Casa do Saulo. O grande destaque do menu são os peixes de água doce, provenientes de manejo sustentável, como o pirarucu, filhote e tambaqui.

Serviço: Rodovia Interpraias, S/N - Km 4, Curuatatuba, São Francisco do Carapanari, Santarém – Pará. De terça a quinta-feira, das 11h às 16h. Sexta-feira a domingo, das 11h às 18h

35º Pacato, Belo Horizonte (Minas Gerais)

Pacato: repertório mineiros com técnicas e inspirações de outras culturas gastronômicas (Victor Schwaner/Divulgação)

No restaurante, a gastronomia mineira é reinterpretada de forma contemporânea. Por meio dos menus à la carte, com opções individuais e para compartilhar, e do menu degustação, o chef Caio Soter usa ingredientes e repertório mineiros com técnicas e inspirações de outras culturas gastronômicas, como no tradicional Wellington, que no Pacato leva carne suína no lugar da bovina. O menu degustação começa com pão de milho com alho negro e empadinha de carne-seca com abóbora e requeijão moreno. Há também uma versão de galinhada com pequi e ovo de codorna. O prato principal é escolhido pelo comensal.

Serviço: Rua Rio de Janeiro, 2735, Lourdes, Belo Horizonte. Quarta a sexta, das 12h às 15h e das 19h às 23h; sábado, das 12h às 16h e das 19h às 23h; domingo, das 12h às 16h

36º Birosca S2, Belo Horizonte (MG)

Birosca s2: Burrata Vicenzo, abóbora, tomates amarelos, melado, sementes e couve (Divulgação/Divulgação)

No último ano, a casa da chef Bruna Martins mudou de endereço e de conceito. Agora, além de servir pratos in loco, também opera como delicatessen, com diferentes opções para qualquer momento do dia e para viagem. Sob o mote “comida caseira e essência mineira”, a chef revisita pratos clássicos, atribuindo toques mineiros, que podem estar presentes no uso de ingredientes, como no mignon ao poivre vert com mandioca rosti, cebola caramelizada e queijo da Serra da Canastra. Para acompanhar os pratos, há carta de coquetéis autorais, que seguem o mesmo conceito. Não pule o cafezinho, que, além de fazer parte da cultura do estado, traz um blend exclusivo para o restaurante.

Serviço: Rua São Paulo, 2003, Lourdes, Belo Horizonte, MG. De terça a sábado, das 12h às 23h; domingo, das 12h às 17h; segunda, fechado.

37º A Baianeira, São Paulo (SP)

A Baianeira: restaurante localizado no Edifício Pietro Maria Bardi, no MASP (Divulgação/Divulgação)

Foi uma longa trajetória até chegar ao formato e à localização atual, no Edifício Pietro Maria Bardi, no MASP. Quando abriu, em 2014, ficava na Barra Funda, local que foi encerrado no fim do último ano. A chef Manuelle Ferraz traduz a cozinha brasileira em uma experiência sofisticada e próxima do comensal. Natural do Vale do Jequitinhonha, construiu uma trajetória marcada pela valorização de ingredientes, memórias e territórios do país. No menu, clássicos como baião de dois sirizado, picadinho e feijoada convivem com criações autorais.

Serviço: A Baianeira MASP, Av. Paulista, 1510, Bela Vista, Edifício Pietro Maria Bardi (piso térreo). Terça a sexta, das 11h30 às 15h; sábado e domingo, das 11h30 às 16h

38º Mocotó, São Paulo (SP)

Rodrigo Oliveira: filho do fundador, assumiu a cozinha e transformou o endereço em referência em gastronomia brasileira (Divulgação/Divulgação)

O sucesso começou na Vila Medeiros, zona norte de São Paulo, quando seu Zé Almeida abriu uma casa de produtos e receitas do Nordeste, que ficou famosa por seu caldo de mocotó, que lotava o balcão e acabou tornando-se o nome do restaurante. Em 2001, o chef Rodrigo Oliveira, filho do fundador, assumiu a cozinha e transformou o endereço em referência em gastronomia brasileira, unindo tradição sertaneja e técnica sobre ingredientes e território. No cardápio, clássicos como baião-de-dois, mocofava, rabada e torresmo, com criações autorais como os dadinhos de tapioca e a peixadinha do São Francisco. A casa é reconhecida internacionalmente por prêmios, além de iniciativas sociais como o projeto Quebrada Alimentada, que atua na segurança alimentar da comunidade local.

Serviço: Mocotó - Vila Medeiros. Av. Nossa Senhora do Loreto, 1100 - Vila Medeiros. Funcionamento: segunda a sexta, das 12h às 23h; sábado, das 11h30 às 23h; domingo, das 11h30 às 17h. Telefone: (11) 2951-3056. Mocotó Vila Leopoldina. Rua Aroaba, 333 - Vila Leopoldina. Funcionamento: segunda a sábado, das 12h às 22h; domingo, das 12h às 16h. Telefone: (11) 3294-4814.

39º A Casa do Porco, São Paulo (SP)

A Casa do Porco: Menu Primavera-Verão 2025/2026 (Leo Martins/Divulgação)

Em funcionamento há mais de uma década, o restaurante do chef Jefferson Rueda tornou-se referência da gastronomia brasileira ao transformar o porco caipira em protagonista de uma cozinha criativa, autoral e acessível. Premiado com Estrela Verde Michelin e entre os melhores da América Latina, apresenta menus que unem técnica, sustentabilidade e memória afetiva, com pratos como sushi de papada e tartare de porco. Em 2026, lançou o menu degustação “Tempo dos Sabores”.

Serviço: Rua Araújo, 124, República, São Paulo. Tel.: (11) 3258-2578. Segunda a sábado, das 12h às 23h; domingo, das 12h às 17h.

41º Bar da Dona Onça, São Paulo (SP)

Bar da Dona Onça: menu comercial vegetais da terra (Divulgação/Divulgação)

A chef Janaína Torres é repleta de personalidade e seu restaurante no térreo do Edifício Copan, que se aproxima dos 20 anos (que serão completados em 2028), não poderia ser diferente. Sem muitas invenções, Janaína serve um menu de pratos brasileiros, com tempero acertado. Entre as pedidas mais clássicas, a porção de coxinhas, o picadinho e o arroz de galinhada e, ao fim, os docinhos de festa – como o brigadeiro. Há poucos anos, passou a servir menu degustação.

Serviço: Edifício Copan - Av. Ipiranga, 200 – CJ 27 e 29, Centro, São Paulo. Horário de funcionamento: de segunda a sábado, das 12h às 23h; domingo, das 12h às 17h.

43º Celeste, Belém (PA)

Celeste: instalado num casarão histórico da Cidade Velha, bem próximo ao Mercado Ver-o-Peso (Divulgação/Divulgação)

A gastronomia do Pará tem pluralidade de matérias-primas que ainda estão sendo descobertas pelos próprios brasileiros. A chef Esther Serruya Weyl demonstra, por meio de sua cozinha de produtos, todo o potencial dos ingredientes locais. Instalado num casarão histórico da Cidade Velha, bem próximo ao Mercado Ver-o-Peso, o restaurante traz pratos como o filhote com pirão de tomate e tucupi; o tartare de carne de búfala em crocante de tapioca; e o bolo de macaxeira brulée com creme inglês de requeijão.

Serviço: Rua Padre Champagnat, 302. De quarta a sexta, das 12h às 15h e das 19h30 às 23h. Sábado, das 12h às 15h30 e das 19h30 às 23h. Domingo, das 11h às 16h30

44º Dona Mariquita, Salvador (BA)

Dona Mariquita: lema “cozinha patrimonial da Bahia” (Divulgação/Divulgação)

Desde 2006, o restaurante se dedica a apresentar os sabores ancestrais aos comensais. Sob o lema “cozinha patrimonial da Bahia”, o menu traz pratos como a poqueca, variação anterior à moqueca, e remonta às ligações entre culinária baiana e o candomblé. Para desenvolver seus menus, a chef Leila Carreiro se pauta muito em estudos e textos de Manuel Querino, um dos grandes pesquisadores da cultura alimentar do estado.

Serviço: Rua do Meio, 178, Rio Vermelho, Salvador. Abre de segunda a domingo, das 12h às 17h.

46º Nalva Cozinha Autoral, Piranhas (AL)

Nalva: receitas inspiradas pelo Rio São Francisco e pelas memórias afetivas (MATHEUS MONSTRO /Divulgação)

Localizado no centro histórico de Piranhas, no sertão de Alagoas, o Nalva Cozinha Autoral é um restaurante idealizado pelo chef Antônio Mendes, que une gastronomia contemporânea e ingredientes nordestinos. Inspirado pelo Rio São Francisco e pelas memórias afetivas de sua avó Nalva, o espaço valoriza produtos como carne de sol, bode, macaxeira, feijão verde e pescados locais. Também funciona como restaurante-galeria e abriga a marca Cari, com charcutaria artesanal.

Serviço: Rua José Martiniano Vasco. Horário de funcionamento: de terça a sábado, das 19h às 23h. Domingo: 12h às 15h e 19h às 23h.

48º Picuí, Maceió (AL)

Picuí: ninho com carne de sol (Gustavo Sarmento/Divulgação)

Foi em 1999 que o chef Wandersson Medeiros assumiu o restaurante de sua família, um clássico da capital de Alagoas, que neste ano completa 37 anos. Mas, muito antes, já existia uma tradição familiar na produção da carne de sol, em Picuí, sertão paraibano, há mais de 130 anos. Com o passar do tempo, o restaurante tornou-se referência da Nova Cozinha Nordestina. No menu, ingredientes típicos como queijo de coalho, mandioca, coco e rapadura. Atualmente, o chef se divide entre o restaurante e o buffet de eventos W Gourmet, um expoente nos eventos da região de Milagres, em Alagoas.

Serviço: Avenida da Paz, 1140, Jaraguá, Maceió. Tel. (82) 98805-0176. Todos os dias, das 11h às 17h.

58º Orí Rooftop, Salvador (BA)

Ori Rooftop: casa dos chefs Fabricio Lemos e Lisiane Arouca, do Grupo Origem (Leonardo Freire/Divulgação)

Os chefs Fabricio Lemos e Lisiane Arouca, do Grupo Origem, acabam de reabrir o Orí Rooftop em uma nova localização, no centro histórico de Salvador. Agora, estão instalados no rooftop do Casario da Misericórdia, com vista para o cartão-postal Elevador Lacerda. Irmão do Orí (localizado no Horto), que é mais casual, o menu da casa traz apresentações criativas e pratos sofisticados, que podem ser apreciados de dia e à noite.

Serviço: Rua Chile, 1, Centro Histórico, Salvador. Terça a domingo, das 12h às 23h.

67º Maria e o Boi, Rio de Janeiro (RJ)

Maria e o Boi: costela derretida com purê queijudo trufado (Tomas Rangel/Divulgação)

Uma esquina bem charmosa tornou-se destino para carnes preparadas na brasa. Comandada pela chef Vanessa Rocha, ao lado dos chefs Erik Nako, Cristiano Lanna e Luiz Petit, e do restaurateur André Korenblum, a casa, inaugurada há oito anos, construiu sua identidade a partir da valorização da gastronomia brasileira e da pesquisa de ingredientes, com o fogo como elemento central. Um dos grandes diferenciais do restaurante é combinar cortes com acompanhamentos e receitas inspiradas nas diferentes regiões do país, reforçando uma proposta de mesa generosa, para compartilhar.

Serviço: Rua Maria Quitéria, 111 – Ipanema. Horário: segunda a quinta, das 12h às 23h; sexta e sábado, das 12h às 0h; domingo, das 12h às 22h.

71º Tragaluz, Tiradentes (MG)

Tragaluz: restaurante traz para os holofotes comidas mineiras que, muitas vezes, são mais familiares e restritas aos ambientes domésticos (Divulgação/Divulgação)

O restaurante traz para os holofotes comidas mineiras que, muitas vezes, são mais familiares e restritas aos ambientes domésticos. Tudo no local é atento aos detalhes: desde a decoração e o cuidado com a casa, de mais de 300 anos, à comida que chega à mesa. Um dos pratos mais solicitados do menu, a Pintada Tragaluz, é um preparo lento com a galinha-d’angola, um dos símbolos de Tiradentes.

Serviço: Rua Direita, 52, Centro, Tiradentes. Tel. (32) 3355-1424. Quarta a segunda a partir de 19h.

76º Benedita Cozinha, Fernando de Noronha (PE)

Benedita Cozinha: sanduíche de peixes do restaurante em Fernando de Noronha (Divulgação/Divulgação)

Desde 2022, o chef Dário Costa divide seu tempo entre seus restaurantes de Santos (Paru e Madê) e o Benedita, em Fernando de Noronha. A cozinha do Benedita parte da valorização dos ingredientes, sem invenções mirabolantes, e o nome é uma homenagem à sua avó, responsável por algumas receitas da casa.

Serviço: Rua São Miguel, 180 – Vila do Trinta - Fernando de Noronha. De segunda a domingo, das 12h às 23h.

78º Jiquitaia, São Paulo (SP)

Jiquitaia: chef Marcelo Correa Bastos — que é sócio de sua irmã, Nina Bastos (Divulgação/Divulgação)

O chef Marcelo Correa Bastos — que é sócio de sua irmã, Nina Bastos — serve o que brasileiros e estrangeiros gostam de comer: comida brasileira e reconfortante. Um bom começo são os famosos torresmos de barriga de porco, ideais com uma caipirinha ou até mesmo uma cachaça — a carta da casa é extensa. O menu segue com pratos como moqueca de peixe com camarão, entre outros.

Serviço: Rua Cel. Oscar Porto, 808 – Paraíso. Terça a quinta, das 12h às 15h e das 19h às 22h30; sexta e sábado, das 12h às 16h e das 19h às 22h30; domingo, das 12h às 16h.

82º Sud, o Pássaro Verde

Sud, o Pássaro Verde: da chef Roberta Sudbrack (Divulgação/Divulgação)

A chef Roberta Sudbrack ficou conhecida, primeiramente, por ser a primeira mulher a assumir a cozinha do Palácio da República. Hoje, a chef preserva seu legado gastronômico à frente do restaurante com ares de casa, no bucólico bairro do Jardim Botânico. É de um fogão a lenha, aparente no salão, que partem pratos que mudam com frequência, conforme a disponibilidade de produtos. Ela também atua de forma próxima com pequenos produtores, oferecendo — e apresentando ao público — queijos e embutidos.

Serviço: Rua Visconde de Carandaí, 35, Jardim Botânico, Rio de Janeiro. Telefone (21) 97383-6725 Sexta e sábado das 12h às 15h domingo,go das 12h às 17h. Terça sábado,do das 18h às 22h.

90º Terraço Notiê, São Paulo (SP)

Terraço Notiê: comandado do chef Onildo Rocha (Divulgação/Divulgação)

Sob comando do chef Onildo Rocha, reconhecido pelo Guia Michelin e pelo Latin America’s 50 Best Restaurants, o menu valoriza sabores e referências das diferentes regiões do país, com pratos como o ravioli de siri e o tartare de cordeiro. A carta de drinques leva assinatura de Ricardo Miyazaki e o programa pode ficar mais completo com a sala de música, espaço inspirado nos listening bars japoneses, com programação dedicada à música brasileira. A localização privilegiada, no último andar do Shopping Light, garante a vista estonteante para construções icônicas do centro de São Paulo, como o Theatro Municipal e o Viaduto do Chá.

Serviço: Shopping Light, acesso pelo estacionamento. Rua Formosa, 157 – Centro Histórico. Segunda, das 12h às 15h30. Terça e quarta, das 12h às 23h. Quinta a sábado, das 12h às 2h. Domingo, das 12h30 às 18h.

92º Capim Santo, São Paulo

Capim Santo: refúgio no centro financeiro de São Paulo, na Avenida Faria Lima (Divulgação/Divulgação)

Já se passaram mais de 25 anos desde que o Capim Santo abriu as portas em São Paulo – tudo começou bem antes, em 1985, no Quadrado de Trancoso, com os pais da chef Morena Leite. Na cidade, o restaurante está dentro do Solar Fábio Prado, um refúgio no centro financeiro de São Paulo, na Avenida Faria Lima. Com serviço atencioso e muitos sorrisos, o menu tem clássicos baianos como bobó de camarão e moqueca (nas versões de frutos do mar e vegetariana), releituras como o mini acarajé de capim-santo, complementado com algas. A planta também dá toque a um tradicional doce brasileiro: o brigadeiro de capim-santo, que pode ser degustado no buffet de sobremesas servido nos fins de semana.

Serviço: Avenida Brigadeiro Faria Lima, 2705 - Jardim Paulistano. Menu de almoço: de terça a sexta, das 12h às 15h. Sábados, domingos e feriados, das 12h às 17h. Menu de tarde: de terça a sexta, das 15h às 17h.

93º Dois de Fevereiro, Rio de Janeiro (RJ)

Dois de Fevereiro: Moqueca de Peixe do chef João Diamante (Divulgação/Divulgação)

O chef João Diamante, à frente da casa, ficou muito conhecido por seu trabalho social Diamantes na Cozinha, que o levou a ganhar o prêmio “Champions of Change”, do The World’s 50 Best, em 2024. Localizado na Pequena África, o restaurante serve pratos de forte identidade afro-brasileira, como moquecas baianas, bobó de camarão, picanha de sol com baião de dois e feijoada. O nome é uma homenagem ao dia de Iemanjá, orixá super presente na decoração da casa.

Serviço: Rua Sacadura Cabral, 79, Saúde. De terça a domingo, das 11h30 às 18h.

99º Caxiri, Manaus (AM)

Caxiri: restaurante comandado pela chef Débora Shornik (Ana Paula Lustosa/Divulgação)

Bem ao lado do Teatro Amazonas está o Caxiri, restaurante comandado pela chef Débora Shornik. Em seus pratos, utiliza ingredientes típicos do estado, muitas vezes não conhecidos pelo público convencional, numa mistura entre tradição, modernidade e leitura autoral. Um bom exemplo é a salada de PANCs (plantas alimentícias não convencionais) com vitória-régia, que apresenta sabores do Norte por meio do paladar. A piranha assada na brasa é acompanhada de arroz de jambu (a planta conhecida por trazer sensação de dormência à boca), vinagrete de tucupi e farofa Uarini.

Serviço: Rua 10 de Julho, 495 - Centro. De terça a domingo, das 11h30 às 15h, e de terça a sábado, das 19h às 22h.

 

Jurados: Andrea Schwarz (@gastrodeias), Arnaldo Lorençato (Veja São Paulo), Bárbara Magalhães Browne (@mesadividida), Carlos Altman (Jornal Estado de Minas), Carolina Daher (Revista Encontro), Cecilia Padilha (Sabor & Arte), Cristiana Beltrão (Instituto Bazaar/Veja Rio), Daniel Sozzo (@danielsozzo), Daniela Filomeno (CNN Viagem e Gastronomia), Danielle Dalla Valle Machado (Bom Gourmet), Danilo Vale Carneiro (@danilovcarneiro), Diego Fabris (Wine Locals), Edi Souza (Folha de Pernambuco), Eduardo Milan (Decanter World Wine Awards), Eunides Lins de Oliveira (TNH1), Fabio Wright (Taste and Fly), Felipe Almeida de Freitas (@almeida1984), Fernanda Meneguetti (Estadão), Gabrielli Menezes (UOL), Georgia Guzzo (Eating Curitiba), Giuliana Iodice (Colunista), Gui Poulain (@guipoulain), Isabela Lapa (@coisasdemineiro), Isabelle Silva Moreira Lima (Gama revista/Folha de S.Paulo), Ivan Padilla Albareda (EXAME), Izakeline de Paiva Ribeiro (Portal Sabores da Cidade), Josimar Melo (Sabor&Arte/UOL/Folha), Júlia Storch (EXAME), Juliana A. Saad (The Travel Lifestyle), Juliana Simon Venancio (UOL), Junior Ferraro (Revista Azul), Jussara Voss (BFC - Bom Gourmet), Lorena Martins (O Tempo), Luiz Victor Bezerra Torres (@luizvictortorres), Luiza Fecarotta (Rádio CBN), Marcel Miwa (Guia dos Vinhos/Gula), Maria Tereza Carvalho (@proveieaprovei), Mariella Lazaretti (Prazeres da Mesa), Marina Marques (CLAUDIA), Patricia Ferraz (Estadão), Patricia Oyama (ELLE Brasil), Paula Theotonio (Jornal Correio), Rafael Tonon (UOL/Esquire), Renata Araújo (You Must Go!), Renata Monty (Viagem Gourmet), Roberta Malta (@robertamalta), Roberto Hirth (@robertohirth), Rosa Moraes (Ânima Educação) e Tina Bini Bornstein (CNN Viagem & Gastronomia).

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