A volta dos CDs: a nostalgia está em alta (Xduo)
Repórter de Casual
Publicado em 24 de agosto de 2026 às 06h03.
A obsessão por hábitos analógicos e estéticas retrô não é novidade entre a Geração Z, que já resgatou as câmeras digitais dos anos 2000 e transformou o vinil em item de colecionador. Agora, a bola da vez é o CD.
Ainda que tímidos no mercado de mídia física — e muito abaixo do fenômeno que são os vinis —, o formato que revolucionou a música nos anos 1980 e 1990 apresenta sinais de recuperação em alguns mercados, especialmente nos Estados Unidos. Em 2025, foram vendidas 29,5 milhões de unidades, segundo o Global Music Report de 2026, concentradas em edições colecionáveis, K-pop e consumo de fãs.
O ressurgimento entre as gerações mais jovens é impulsionado pelo desejo de desconexão das telas, busca por uma relação mais tangível com a arte e qualidade técnica. O formato também resgata o ritual da curadoria de álbuns na ordem pensada pelos artistas, sem algoritmos ou interrupções.
Para acompanhar esse movimento, o mercado de áudio passou por uma rápida transformação. Aparelhos pesados ou os reprodutores de plástico frágil ficaram no passado: a nova safra de leitores de CD e caixas de som aposta em materiais nobres, como alumínio usinado, design industrial minimalista, conversores digitais de alta precisão e baterias de longa duração.
Confira seis modelos portáteis e de mesa, apontados como tendência pela revista britânica Wallpaper no exterior, que unem nostalgia, sofisticação e tecnologia para aderir ao retorno do compacto disco:

Pensado para uso em escrivaninhas ou bancadas, o Merak combina estrutura em alumínio com uma tampa transparente de acionamento manual e controle deslizante de volume. Alimentado por USB-C, oferece saídas para fones de ouvido e conexões ópticas, além de uma função prática para ripar o conteúdo dos discos diretamente para um pendrive.
Preço: US$ 139,99 (~R$ 780)

Para quem busca a nostalgia sem rodeios, a marca japonesa Beams criou este reprodutor ultraportátil movido a pilhas AA e com visor LCD no estilo dos anos 1990. Disponível em cores semitransparentes (azul e laranja), é uma opção de entrada charmosa e sem conexão Bluetooth, voltada para fones de ouvido P2 tradicionais.
Preço: ¥ 7.590 (~R$ 280)

A FiiO projetou um dos modelos mais completos da categoria. Além de ler CDs tradicionais, o DM15 funciona como conversor de áudio (DAC) e amplificador para conectar ao celular ou computador. Oferece cerca de sete horas de bateria, suporte a fones com fio e Bluetooth, além do recurso de extração de faixas em áudio WAV.
Preço: US$ 249 (~R$ 1.390)

Com corpo em alumínio maciço de formato quadrado e acabamentos elegantes (verde, preto ou prata), o modelo se destaca pela autonomia de até 12 horas de reprodução. O dispositivo é compatível com discos CD-R e CD-RW, traz saídas balanceadas para fones e conexão Bluetooth 6.0, podendo também ser ligado a um sistema de som Hi-Fi.
Preço: US$ 199 (~R$ 1.110)

Voltado aos audiófilos que buscam sonoridade analógica, o CDM-10 integra amplificação por válvulas em um corpo compacto de alumínio preto — lembrando o clássico Sony Walkman profissional. O peso (cerca de 1 kg) e a entrega sonora o tornam um reprodutor de mesa de alto nível, equipado com bateria para até sete horas de uso.
Preço: US$ 429 (~R$ 2.400)

Desenvolvido pela tradicional marca francesa de áudio de alta fidelidade YBA, o Design One destaca-se pelo suporte ao formato SACD (Super Audio CD), oferecendo resolução sonora ainda maior. O aparelho segue um design minimalista rigoroso, com saídas duplas para fones de ouvido e autonomia de até cinco horas e meia de bateria.
Preço: € 1.848 (~R$ 11.300)