Adizero Adios Pro Evo 3, da Adidas, pesa em média 97 gramas e combina a espuma Lightstrike Pro Evo com carbono na borda da entressola (Divulgação)
Jonalista colaborador
Publicado em 28 de setembro de 2026 às 17h25.
O Adizero Adios Pro Evo 3, tênis de corrida mais caro da marca esportiva Adidas, esteve nos pés dos seis atletas que subiram ao pódio da Maratona de Berlim no domingo, 27. Vendido no Brasil por R$ 4.999, o modelo foi usado pelos campeões Guye Adola e Tigst Assefa. Segundo a Adidas, o calçado pesa 97 gramas e melhora a economia de corrida em 1,6%.
O Adizero Adios Pro Evo 3, tênis de corrida mais caro da Adidas, esteve nos pés dos seis atletas que subiram ao pódio da Maratona de Berlim no domingo, 27. O modelo foi lançado em abril nos Estados Unidos por US$ 500 (cerca de R$ 2,6 mil) e chegou ao Brasil em agosto por R$ 4.999, com venda inicial exclusiva no site da marca, que também patrocina a prova alemã.
Os atletas etíopes Guye Adola e Tigst Assefa venceram as provas masculina e feminina com o modelo. Adola cruzou a linha de chegada às 2h02min50s, sua melhor marca pessoal, à frente de Gemechu Dida e do tanzaniano Gabriel Geay. Assefa fechou em 2h11min04s, recorde do percurso e terceira marca mais rápida da história entre as mulheres, seguida por Bedatu Hirpa e Dera Dida.
O Evo 3 pesa em média 97 gramas, 30% menos que a geração anterior, e melhora a economia de corrida em 1,6%, segundo a Adidas. A leveza vem da combinação da espuma Lightstrike Pro Evo com a estrutura Energyrim, que aplica fibra de carbono ao redor da entressola para dar estabilidade e impulsão.
O cabedal usa materiais aplicados originalmente em velas de kitesurf. A marca posiciona o modelo como um calçado para poucas provas por ano, pensado para desempenho máximo e pouca quilometragem.
O par usado por Assefa em Berlim era uma versão de desenvolvimento do Evo 3, diferente da que está nas lojas. A lista de calçados aprovados pela World Athletics traz dois modelos com essa identificação, registrados como EVO 3 DEV e EVO 3 DEV1, e a Adidas não informou qual deles a atleta usou.
Em 2023, quando ela bateu o recorde mundial no mesmo percurso, também correu com uma variação do primeiro Adios Pro Evo que não estava à venda. A Adidas lançou o modelo comercialmente no fim daquele ano.
Vendido no Brasil por R$ 4.999, o modelo esteve nos pés dos seis atletas do pódio da Maratona de Berlim (Divulgação)
A procura pelo Evo 3 superou a oferta desde o lançamento. Na tarde da estreia, em abril, os tamanhos maiores já tinham esgotado, e alguns pares chegaram a ser anunciados no StockX por US$ 5,5 mil (cerca de R$ 28,6 mil).
O interesse cresceu depois da Maratona de Londres, também em abril, quando o queniano Sabastian Sawe usou o tênis para correr em 1h59min30s, a primeira maratona abaixo de duas horas válida para recorde. As ações da Adidas subiram após a prova.
Com Berlim, o modelo soma cinco vitórias nas Majors, circuito que reúne as maiores maratonas do mundo, nesta temporada. Além de Sawe, Assefa venceu em Londres com o tênis e estabeleceu o recorde mundial em prova só feminina, e Peres Jepchirchir ganhou em Sydney. As outras cinco vitórias do ano se dividiram entre modelos de Nike, ASICS, Under Armour e uma versão mais antiga da própria Adidas, o Adios Pro Evo 1. Chicago e Nova York ainda estão no calendário de 2026.
Parte da tecnologia do Evo 3 chegou às lojas em 22 de setembro com o Adizero Adios Pro 5, vendido por US$ 275 (cerca de R$ 1,4 mil) nos Estados Unidos e R$ 2.199,99 no Brasil. O novo modelo troca as hastes de carbono Energyrods, usadas em todas as gerações anteriores da linha, pela estrutura Energyrim, o que abriu espaço para mais espuma sob o pé. Com 177 gramas, ele ficou 12% mais leve que o Pro 4 e oferece 9% mais retorno de energia, de acordo com a marca. O desenvolvimento envolveu testes com mais de 25 atletas no Quênia, na Etiópia e nos Estados Unidos, e contou com a participação de Sawe.
Nenhum dos medalhistas de Berlim trocou o Evo 3 pela novidade. Na edição de 2025, o pódio ainda misturava modelos, e Dera Dida, terceira colocada neste ano e segunda no ano passado, correu com o Adios Pro 4. Na ocasião, o japonês Akira Akasaki ficou em segundo lugar com o Nike Alphafly 3, e Azmera Gebru foi terceira com o ASICS Metaspeed Tokyo.
O Adizero Adios Pro Evo 3 chegou ao Brasil em agosto por R$ 4.999, com venda inicial exclusiva no site da Adidas. Nos Estados Unidos, o tênis foi lançado em abril por US$ 500.
Os etíopes Guye Adola e Tigst Assefa venceram as provas masculina e feminina com o modelo. Adola terminou em 2h02min50s, enquanto Assefa completou o percurso em 2h11min04s, recorde da prova e terceira marca mais rápida da história entre as mulheres.
Segundo a Adidas, o tênis pesa em média 97 gramas, 30% menos que a geração anterior. A leveza vem da espuma Lightstrike Pro Evo, da estrutura de fibra de carbono Energyrim e de materiais no cabedal originalmente aplicados em velas de kitesurf.
Não exatamente. Tigst Assefa correu com uma versão de desenvolvimento diferente do modelo comercial, identificada na lista da World Athletics como EVO 3 DEV ou EVO 3 DEV1, mas a Adidas não informou qual delas foi usada.
O Adizero Adios Pro Evo 3 soma cinco vitórias nas Majors na temporada de 2026. Entre os vencedores estão Guye Adola, Tigst Assefa, Sabastian Sawe e Peres Jepchirchir.
O Adios Pro 5 é a opção mais acessível, vendida por R$ 2.199,99 no Brasil, e também usa a estrutura Energyrim. Segundo a Adidas, o modelo pesa 177 gramas, ficou 12% mais leve que o Pro 4 e oferece 9% mais retorno de energia.