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Look de Bad Bunny no Super Bowl chega a 185 mil reais em sites de revenda

Os funcionários da marca espanhola também receberam a camiseta usada na apresentação de domingo, 8

Bad Bunny: visual minimalista criado pela Zara (JOSH EDELSON/AFP)

Bad Bunny: visual minimalista criado pela Zara (JOSH EDELSON/AFP)

Júlia Storch
Júlia Storch

Repórter de Casual

Publicado em 10 de fevereiro de 2026 às 13h56.

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A noite de domingo, 8, ficou marcada na história da música com a apresentação de Bad Bunny, estrela porto-riquenha e recordista do Grammy, no show do intervalo de 2026 do Super Bowl no Levi’s Stadium, em Santa Clara, em uma apresentação histórica.

O porto-riquenho foi o primeiro artista a liderar o espetáculo inteiramente em espanhol, transformando o palco em uma celebração cultural. Ao lado de convidados como Ricky Martin e Lady Gaga, o cantor dominou a noite, e também o debate fashion.

Conhecido por escolhas ousadas, Bad Bunny surpreendeu ao adotar um visual minimalista criado pela Zara. O cantor apareceu em um look creme da cabeça aos pés, composto por camisa com colarinho e gravata, calça chino e uma camisa esportiva com o nome “Ocasio” e o número 64.

Apesar de poder vestir qualquer maison de luxo, ou até mesmo um designer latino americano, ele optou por uma fast fashion espanhola, sem qualquer discurso por trás.

O contraste se tornou ainda mais evidente quando lembramos que, apenas uma semana antes, Bad Bunny esteve no Grammy usando a primeira criação masculina da Schiaparelli no tapete vermelho.

No entanto, Bad Bunny não foi o único a receber as peças da Zara. Os funcionários da marca espanhola também receberam a camiseta usada na apresentação.

Segundo a Bloomberg, as camisetas foram enviadas ontem, 9, com um bilhete de agradecimento do artista. E hoje, apareceram em plataformas de revenda como Vinted e eBay, com alguns vendedores por € 30.000 (185.643 reais). A marca espanhola não comentou sobre o assunto.

Nos últimos anos, a principal marca da Inditex tem buscado um novo posicionamento, com reajustes de preços e colaborações com designers e nomes relevantes da cultura. A colaboração com Bad Bunny é uma das grandes jogadas atuais, principalmente ao ampliar a relevância cultural da Zara nos Estados Unidos, um mercado estratégico para o grupo.

Ao mesmo tempo, a Zara está investindo em lojas-conceito nos EUA, como Nova York, Los Angeles e Miami. No Brasil, a marca inaugurou uma loja pop up para o verão em Trancoso e em breve, trará ao Brasil a marca Bershka, voltado ao público mais jovem.

Em um Super Bowl cada vez mais disputado por marcas e narrativas, a escolha do artista sintetiza o novo momento do evento como um espaço onde moda, esporte e cultura pop se misturam, e onde a força de uma imagem pode estar tanto na alta-costura quanto no varejo. “Eu não gosto quando não sinto que fui eu mesmo quem se vestiu”, disse Bad Bunny à Vogue americana.

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