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Leonardo DiCaprio investe em empresas de carne cultivada em laboratório

DiCaprio, que já é investidor na empresa de hambúrgueres, salsichas e almôndegas de origem vegetal Beyond Meat, não especificou o quanto investirá nas duas empresas

O ator Leonardo DiCaprio em manisfestação sobre a mudança climática em 2017 em Washington. (AFP/AFP)

O ator Leonardo DiCaprio em manisfestação sobre a mudança climática em 2017 em Washington. (AFP/AFP)

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AFP

Publicado em 23 de setembro de 2021 às 09h31.

O ator americano Leonardo DiCaprio decidiu apostar em duas start-ups que desenvolvem carne a partir de células animais, Aleph Farms e Mosa Meat, investindo capital nelas e tornando-se um de seus assessores. 

"Uma das formas mais eficazes de combater a crise climática é transformar nosso sistema de alimentação", comentou o artista em um comunicado conjunto das duas empresas.

"Mosa Meat e Aleph Farms oferecem novas formas de satisfazer a demanda mundial de carne bovina, enquanto resolvem alguns dos problemas mais urgentes da atual produção industrial dessa carne", acrescentou.

DiCaprio, que já é investidor na empresa de hambúrgueres, salsichas e almôndegas de origem vegetal Beyond Meat, não especificou o quanto investirá nas duas empresas.

Nos últimos anos, várias empresas emergentes se introduziram no ramo da carne cultivada, que promete produzir proteínas animais com menos impacto ambiental que a agricultura intensiva.

Mosa Meat é uma empresa holandesa co-fundada por Mark Post, o primeiro a apresentar ao público uma porção de carne picada "in vitro" feita com células-mãe de vaca em 2013.

Os defensores da carne alternativa consideram que essas empresas são um componente fundamental para abordar a mudança climática.

A gestão convencional do gado é uma fonte de gases de efeito estufa pelo desmatamento para dar espaço à criação de gado e pelas emissões dos próprios animais.

Mas enquanto a carne de origem vegetal chega aos principais supermercados, a carne cultivada continua em uma fase muito mais precoce de comercialização. Os custos ainda são altos e, até agora, só a Singapura aprovou a venda desses produtos.

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