Four Seasons George V: mais de 9.000 flores decoram os espaços (Four Seasons /Divulgação)
Repórter de Casual
Publicado em 18 de julho de 2026 às 09h04.
(Paris, França)* - No coração do "triângulo de ouro" parisiense, entre a Champs-Élysées, a Avenue Marceau e a Avenue Montaigne, o Four Seasons Hotel George V carrega um apelido que resume parte de sua identidade: o hotel das flores. Mais de 9.000 flores decoram os espaços entre salões, corredores e, principalmente, pelo lobby, onde uma instalação floral muda de acordo com a estação do ano e é renovada a cada poucos dias — um investimento que, segundo a equipe do hotel, é alto, embora nenhum valor exato seja divulgado.
A troca segue o calendário: no fim do ano, os arranjos dão lugar a árvores de Natal espalhadas pelos ambientes; quando a decoração natalina é retirada, entra uma composição pensada para a estação seguinte. No pátio interno, destacam-se as instalações com orquídeas roxas, presentes durante boa parte do ano.
Four Seasons Hotel George V: três hoteis da rede canadense possuem a distinção Palace de France 2026
O George V foi construído em 1928 e se tornou Four Seasons em 1999, após uma reforma de dois anos. Em 2024, o hotel passou por uma nova reforma interna, com o objetivo de tornar a decoração mais atemporal: tons cinza e claros substituíram parte da paleta anterior, sem alterar a base francesa do projeto.
A arquitetura é assinada por Richard Martinet Architecture, com interiores de Pierre-Yves Rochon — mesma dupla responsável pelos salões de eventos do hotel, entre eles os salões Louis XIII, Napoléon e Régence, com painéis de madeira originais de um château da Normandia.
São 243 acomodações, sendo 183 quartos e 60 suítes, em 8 andares. No topo está a Penthouse, sem número de porta e posicionada de forma a preservar a privacidade de hóspedes que preferem não ser identificados. Com uma vista de quase 360º para a cidade, há dois destaques na acomodação: o terraço, onde os cafés da manhã são emoldurados pela Torre Eiffel ao fundo, e o banheiro, com banheira com vista para a cidade, do alto.
A suíte Eiffel Tower, um andar abaixo, tem quarto comunicante e vista para o monumento parisiense que batiza o cômodo, sendo mais buscada por famílias. Diárias no hotel partem de cerca de 2.500 a 3.000 euros nas categorias de entrada, com valores mais altos nas suítes de assinatura.
O hotel é um dos 33 hotéis da França que fazem parte da lista do Palace de France. A categoria, reconhecida e regulada pelo Estado, vai além de qualquer sistema de classificação hoteleira existente no mundo, e categoriza hotéis que transcendem qualquer parâmetro de avaliação existente.
Localizações extraordinárias, patrimônio histórico e arquitetônico singular, gastronomia de altíssimo nível, serviço personalizado, resultam em um conjunto de atributos que as cinco estrelas tradicionais simplesmente não conseguiam representar.
A distinção foi criada para identificar esses estabelecimentos. Trata-se de uma categoria oficial, com critérios próprios e raízes da cultura francesa, na qual o luxo é reconhecido como um patrimônio vivo, uma fonte de atratividade internacional e uma ferramenta no motor econômico.
Penthouse: cafés da manhã são emoldurados pela Torre Eiffel ao fundo (Four Seasons /Divulgação)
Em 2026, o hotel renovou seis estrelas Michelin distribuídas entre três restaurantes. Le Cinq, sob o comando do chef Christian Le Squer, completa dez anos consecutivos com três estrelas, marca que o coloca entre um grupo restrito de restaurantes que mantêm o padrão máximo do guia por uma década seguida.
O restaurante, com 55 lugares, tem entre seus pratos de assinatura um filé de robalo pescado à linha com caviar e buttermilk, além de um gratin de espaguete com trufa, presunto e alcachofra.
Le Orangerie mantém duas estrelas, com cozinha voltada a pratos plant-based e de peixe, construída em torno de molhos — jus e emulsões que acompanham cada prato. Le George, comandado pelo chef Simone Zanoni, mantém uma estrela Michelin e uma Estrela Verde Michelin, ligada a práticas sustentáveis, com cozinha mediterrânea pensada para compartilhar, em salão para 110 pessoas.
Completam a oferta gastronômica La Galerie, restaurante de cozinha francesa clássica com toques contemporâneos que funciona do café da manhã à noite sem fechar, e Le Bar, com acesso apenas pelo interior do hotel, aberto das 17h à meia-noite.
Funcionários do hotel costumam repetir aos hóspedes que o serviço do George V é mais próximo do que em outras unidades da rede. Lembrar nomes e reconhecer hóspedes recorrentes fazem parte da rotina — um ponto que, segundo a equipe, aparece com frequência em avaliações espontâneas de quem se hospeda no hotel. É realmente impressionante ser chamada pelo sobrenome ao apenas dizer que possui uma reserva ao anunciar aos hostesses dos restaurantes.
Depois de dias em um endereço desse padrão, a etapa seguinte da viagem também pesa na experiência: o voo de volta. Nos trajetos de longa distância operados a partir de Paris, a Air France tem reforçado a cabine Business com uma série de mudanças recentes. Desde julho de 2025, a companhia passou a incluir, em parceria com a Sofitel MY BED, um protetor acolchoado sobre o assento, junto de travesseiro, cobertor e pantufas, além de tela 4K antirreflexo e fones com cancelamento de ruído.
No cardápio, os menus da Business em voos de longa distância com partida de Paris são assinados por Régis Marcon, chef três estrelas Michelin, com ingredientes de origem francesa e opções vegetarianas em todas as cabines. Desde abril, a chef pâtissière Nina Métayer passou a assinar um novo menu de sobremesas para a cabine, incluindo duas criações inéditas — uma de framboesa e coco, outra de limão e verbena. Os passageiros da Business também podem pré-selecionar o prato principal até 24 horas antes do voo.
*a jornalista viajou a convite da Atout France