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F1 de 2026 terá novas equipes e a maior revolução tecnológica em décadas

Entre as novidades estão mudanças na aerodinâmica dos carros, na unidade de potência e na presença de novos circuitos

Fórmula 1: o que muda no mundial de 2026? (Rodrigo Frannça/ RF1)

Fórmula 1: o que muda no mundial de 2026? (Rodrigo Frannça/ RF1)

Rodrigo França
Rodrigo França

Jornalista

Publicado em 2 de fevereiro de 2026 às 16h45.

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Berlim (Alemanha)* - A Fórmula 1 (F1) está em seu auge em termos de reconhecimento mundial e financeiro, mas em 2026 ela passará por uma importante mudança. O novo regulamento traz neste ano uma pequena revolução em termos técnicos, “a maior que a categoria viu nos últimos 50 anos”, como alguns chefes de equipe definiram.

Mas, afinal, o que mudou na F1? O carro traz grandes mudanças na parte aerodinâmica. A partir deste ano, eles ficam mais leves, mais estreitos e menores, em uma tentativa de deixar as disputas em pistas ainda mais acirradas.

No regulamento atual, os veículos são muito dependentes do arrasto aerodinâmico e isso faz com que eles tenham dificuldade de seguir o carro da frente. Assim, fica muito difícil fazer ultrapassagens, o grande momento que o torcedor gosta de ver em uma corrida.

Além do chassi, talvez a novidade mais importante da F1 está na unidade de potência: os carros seguem híbridos, mas com o motor elétrico responsável por praticamente metade da potência do carro. A outra metade segue no tradicional motor a combustão, mas usando pela primeira vez na história um combustível 100% sustentável.

De volta à F1

As mudanças foram responsáveis por trazer de volta para F1 duas novas equipes: Audi e Cadillac, ambas ligadas a alguns dos maiores grupos automotivos, Volkswagen e General Motors, respectivamente. A Ford também entra neste ano na parceria com os motores de Red Bull e Racing Bulls, e a Haas vem expandindo sua parceria técnica com a Toyota Gazoo Racing.

“Este é um momento único na história da F1 e com certeza a oportunidade ideal para uma equipe como a Audi fazer sua temporada de estreia na categoria”, disse Jonathan Wheatley, chefe da equipe Audi, que terá Gabriel Bortoleto e Nico Hulkenberg como pilotos.

O time comprou a estrutura da Sauber e neste ano fará chassi, motores e câmbio – ou seja, todo carro de F1. Já a Cadillac, que terá Sergio Pérez e Valtteri Bottas como pilotos, estreia um time totalmente novo, ou seja, o 11º do grid, mas terá até 2028 motores e câmbio fornecidos pela Ferrari.

Novidades no carro, novas equipes e também novidade no calendário

Em 2026, o circuito de Madrid fará estreia no Mundial de F1, recebendo a categoria no dia 13 de setembro.

Nos testes de pré-temporada, a Ferrari de Lewis Hamilton terminou os cinco dias de treinos com o melhor tempo, seguida de perto pela Mercedes de George Russell. Mas ainda é cedo para fazer qualquer prognóstico, já que a mudança no chassi e no motor é tão grande que as equipes focam apenas em desenvolvimento nestes testes iniciais, sem buscar tempos de volta muito rápidos.

Os pilotos destacaram que os carros terão uma tocada diferente neste ano. “Teremos que gerenciar a energia em boa parte do tempo, com diferentes modos durante a mesma volta, de uma forma na reta, de outra na curva e buscando recuperar bastante energia antes de efetuar uma ultrapassagem”, disse Bortoleto.

Agora, as duas asas, dianteira e traseira, serão flexíveis, o que permite velocidades ainda maiores nas retas, mas garante boa estabilidade nas curvas. Se a receita vai deixar a F1 ainda mais emocionante, somente no dia 8 de março saberemos – a data do primeiro GP desta nova e revolucionária fase, no circuito de Albert Park, em Melbourne, Austrália.

*O repórter é colaborador para a Casual EXAME.

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