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Ela investiu US$ 20 mil, rejeitou a carreira jurídica e criou um negócio de US$ 18 milhões

A trajetória da fundadora da Heiress mostra como decisões financeiras e controle de caixa sustentam o crescimento

Da Redação
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Redação Exame

Publicado em 2 de fevereiro de 2026 às 16h35.

Última atualização em 2 de fevereiro de 2026 às 16h36.

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O crescimento acelerado de startups costuma ser associado a grandes rodadas de investimento ou capital de risco abundante. A história da fundadora da marca de moda feminina Heiress Beverly Hills segue outro caminho.

Ainda na faculdade, ela iniciou um negócio com recursos próprios, operou com disciplina financeira e transformou um projeto paralelo em uma empresa que já ultrapassou US$ 18 milhões em vendas. As informações são da Entrepreneur.

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Um negócio criado antes da carreira formal

Quando lançou a Heiress Beverly Hills, a fundadora era estudante em período integral da Universidade de Miami, em um curso pré-direito. Ao mesmo tempo em que cursava disciplinas, estudava para o LSAT e se candidatava a faculdades de direito, desenvolvia coleções, testava campanhas de marketing e ajustava investimentos em mídia.

Mesmo após ser aceita em programas de direito com bolsas integrais, tomou a decisão de abandonar a trajetória jurídica ao atingir uma meta previamente definida: se o negócio alcançasse US$ 500 mil em faturamento, ela seguiria integralmente com a empresa. O resultado veio ainda durante o último ano da graduação, quando a marca superou US$ 600 mil em receita anual.

Produto, diferenciação e controle operacional

A Heiress nasceu de uma leitura clara de mercado. A fundadora identificou inconsistências recorrentes em ajuste e qualidade no segmento de moda feminina e decidiu estruturar um modelo baseado em controle rigoroso do produto.

Para isso, desenvolveu um sistema próprio de modelagem e investiu em manequins personalizados, moldados a corpos reais, que foram enviados às fábricas no exterior. A decisão aumentou a previsibilidade da produção e reduziu retrabalho, um fator relevante para controle de custos e manutenção de margens.

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Estrutura financeira enxuta desde o início

O negócio foi lançado com cerca de US$ 20 mil em economias pessoais. Sem acesso a capital externo, a fundadora adotou um modelo de pré-venda desde o início. Os pedidos eram abertos antes da finalização da produção, permitindo que os próprios clientes financiassem parte do ciclo produtivo.

Essa estrutura reduziu a necessidade de endividamento e manteve o negócio autossustentável. Durante os primeiros anos, todas as funções, do design ao atendimento ao cliente, foram executadas pela própria fundadora. A operação manual se manteve até que a empresa atingisse mais de US$ 200 mil em faturamento mensal, ponto em que houve a migração para um centro profissional de logística e a contratação dos primeiros prestadores de serviço.

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Crescimento acelerado e consolidação do negócio

Após deixar a faculdade e dedicar-se integralmente à empresa em 2021, a Heiress registrou um salto de 300% no faturamento, atingindo US$ 1,5 milhão em receita anual. Desde então, a marca ultrapassou US$ 18 milhões em vendas acumuladas.

Para 2026, a projeção é de faturamento entre US$ 10 milhões e US$ 12 milhões, mantendo uma estrutura enxuta, com apenas dois funcionários em tempo integral, reforçando uma estratégia de escala com baixo custo fixo.

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Não é raro ouvir histórias de empresas que faliram por erros de gestão financeira. Das pequenas startups até as grandes corporações, o desafio é parecido: manter o controle financeiro e tomar decisões estratégicas. E essa não é uma responsabilidade apenas da alta liderança. Independente do cargo, saber como equilibrar receitas, despesas e investimentos é essencial.

Foi de olho nisso que EXAME e Saint Paul decidiram liberar (com exclusividade e por tempo limitado) mais uma edição do Pré-MBA em Finanças Corporativas.

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