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Casio aproxima relógios vintage da Geração Z

Campanha 'Vintage Masterpiece' usa releituras de obras clássicas e a estética Y2K para transformar relógios Casio Vintage em símbolos culturais para a Geração Z

Casio: campanha Vintage Masterpiece, criada para aproximar a relojoaria da marca japonesa do universo da arte (Tauana Sofia/Divulgação)

Casio: campanha Vintage Masterpiece, criada para aproximar a relojoaria da marca japonesa do universo da arte (Tauana Sofia/Divulgação)

Júlia Storch
Júlia Storch

Repórter de Casual

Publicado em 25 de maio de 2026 às 08h02.

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A Casio decidiu posicionar seus relógios vintage no mesmo campo simbólico das grandes obras da arte mundial: objetos que atravessam gerações sem perder relevância cultural. A estratégia aparece na campanha Vintage Masterpiece, criada para aproximar a relojoaria da marca japonesa do universo da arte, do comportamento e da estética contemporânea impulsionada pelo revival Y2K, tendência inspirada nos anos 2000.

Desde o lançamento do Casiotron, em 1974, considerado o primeiro relógio digital do mundo, a Casio consolidou uma identidade visual baseada em displays digitais, pulseiras metálicas e design funcional. Décadas depois, esses mesmos códigos reaparecem como elementos desejados por consumidores mais jovens, especialmente entre a Geração Z, que transformou o Y2K em linguagem estética dominante nas redes sociais e na moda.

Ao recuperar modelos historicamente associados à praticidade e ao consumo de massa, a marca tenta reposicionar seus relógios como objetos de identidade cultural e não apenas acessórios tecnológicos.

A campanha reúne 15 fotografias inspiradas em obras clássicas da história da arte, reinterpretadas sob estética contemporânea. A série começa com uma releitura da Mona Lisa, de Leonardo da Vinci, apresentada como símbolo de permanência e reconhecimento universal.

Outras obras, como O Grito, de Edvard Munch, O Beijo, de Gustav Klimt, e A Criação de Adão, de Michelangelo, também aparecem reinterpretadas pela fotógrafa Tauana Sofia, conhecida por trabalhos ligados à moda, esporte e publicidade. As imagens misturam styling maximalista, cores saturadas e referências ao futurismo retrô associado ao Y2K.

O Y2K como ativo de mercado

O retorno da estética dos anos 2000 deixou de ser apenas um movimento nostálgico e passou a operar como estratégia comercial para marcas que buscam relevância entre consumidores mais jovens. No caso da Casio, o resgate dos relógios vintage acompanha uma mudança mais ampla no consumo de moda e acessórios, em que peças ligadas à memória afetiva ganham novo status dentro do streetwear e da cultura digital.

Segundo Fernando Fukuda, executivo da marca, a proposta da campanha é reforçar não apenas a dimensão técnica dos relógios, mas também sua conexão emocional com diferentes gerações. “Queremos que nossos relógios sejam reconhecidos pela excelência técnica e também pela conexão cultural e emocional que carregam”, afirma.

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