Neo Frame Jumping Hour: nova arquitetura de caixa (Audemars Piguet)
Editor de Casual e Especiais
Publicado em 6 de fevereiro de 2026 às 09h50.
O Watches & Wonders de Genebra, o principal salão de relojoaria do mundo, que este ano será realizado de 14 a 20 de abril, recebeu um reforço de peso. Pela primeira a Audemars Piguet irá participar. A marca forma, junto com Vacheron Constantin e Patek Philippe, a chamada Santíssima Trindade da Relojoaria.
Mas a Audemars resolveu não esperar o salão de Genebra para apresentar um portfólio extenso de novidades, algumas bastante ousadas, mesmo para uma marca que tem a inovação como pilar.
Como continuação de seu aniversário de 150 anos, celebrado em 2025, a Audemars Piguet lançou 26 novos relógios no evento anual AP Social Club, que foi realizado no The Chedi, hotel cinco estrelas em Andermatt, no centro-sul da Suíça.
As manufaturas distribuem os lançamentos ao longo do ano, mas as principais novidades costumam ser reveladas mesmo no Watches & Wonders. A exceção entre as grandes marcas é a Rolex, que apresenta os modelos do ano apenas no salão de Genebra. A força dos novos relógios da Audemars Piguet em seu evento proprietário de agora deixa no ar uma curiosidade no mercado sobre o que deve ser revelado na primeira participação da marca no Watches & Wonders.
Entre releituras de complicações históricas e demonstrações de alta técnica, selecionamos três lançamentos. Confira
O Neo Frame Jumping Hour reimagina a complicação de horas saltantes numa estética arquitetural sem precedentes para a marca. A caixa é retangular em ouro rosa 18 quilates (34 mm x 47 mm x 8,8 mm), com 20 metros de resistência à água, em um visual minimalista com duas janelas de leitura — uma para as horas que “saltam” e outra para os minutos.
Dentro está o calibre 7122, o primeiro movimento automático de horas saltantes da marca, com reserva de marcha de cerca de 52 horas e frequência de 4 Hz, desenvolvido a partir do calibre usado no Royal Oak “Jumbo”.
O mostrador em safira PVD preta é ligado diretamente à placa, uma solução que exigiu engenharia específica para manter a estanqueidade e a legibilidade. O relógio vem com pulseira de couro texturizado e fivela em ouro rosa. Como parte da coleção permanente (ou seja, não limitada), chega às butiques em meados de 2026 com preço em torno de 56 mil a 65 mil francos suíços.
150 Heritage Pocket Watch: relógio de bolso exclusivo (Audemars Piguet/Divulgação)
No extremo oposto em escala e ambição técnica está o 150 Heritage Pocket Watch, uma homenagem a séculos de história horológica. Trata-se de um relógio de bolso em platina, com caixa de 50 milímetros e ornamentação feita com esmalte Grand Feu.
Limitado a apenas duas peças únicas, ele abriga o novo calibre 1150, um movimento de corda manual com 47 funções e cerca de 30 complicações, entre as quais grande sonnerie, repetição de minutos, turbilhão voador, cronógrafo rattrapante flyback e um calendário universal que compila ciclos solares, lunares e lunissolares visíveis pelo caseback.
O 150 Heritage não é apenas um exercício de complexidade técnica: é uma narrativa mecânica que liga o conhecimento astronômico humano à tradição relojoeira suíça e à própria história da marca.
Royal Oak Selfwinding com mostrador de malaquita: tendência de mostrador de pedra (Audemars Piguet/Divulgação)
Os novos Royal Oak Selfwinding trazem uma tendência recente da relojoaria, um mostrador em pedra natural, no caso malaquita verde. São duas opções de tamanho, 37 e 41 milímetros, com caixa e pulseira em ouro amarelo 18 quilates.
A malaquita é uma pedra natural cuja tonalidade e padrões únicos garantem que cada mostrador seja visualmente distinto, reforçando a noção de exclusividade mesmo em uma coleção de série regular. Ambos os tamanhos mantêm as linhas icônicas do Royal Oak com os eight-screws e pulseira integrada, desenhos que marcaram a revolução do relógio esportivo de luxo desde 1972.