Quem foi Jeffrey Epstein
Jeffrey Epstein foi um financista americano que construiu uma carreira cercada por relações com a elite política, econômica e social internacional, ao mesmo tempo em que esteve no centro de um esquema de abuso e tráfico sexual de menores investigado por autoridades dos Estados Unidos.
Nascido em 20 de janeiro de 1953, no Brooklyn, em Nova York, Epstein iniciou a vida profissional como professor de matemática e física na Dalton School, uma escola privada em Manhattan, onde estabeleceu os primeiros contatos com famílias influentes ligadas ao setor financeiro.
No fim da década de 1970, ingressou no mercado financeiro e trabalhou no banco de investimentos Bear Stearns. Em 1988, fundou a J. Epstein & Company, empresa que afirmava prestar serviços exclusivos de gestão de fortunas para clientes com patrimônio superior a US$ 1 bilhão.
Foto policial de Jeffrey Epstein ( Kypros/Getty Images)
Seu cliente mais conhecido foi o empresário Leslie H. Wexner, fundador da Victoria’s Secret e de outros grupos do varejo. Epstein recebeu amplos poderes sobre as finanças e propriedades de Wexner, incluindo uma mansão em Manhattan que se tornaria sua principal residência. Apesar disso, a origem exata de sua fortuna nunca foi totalmente esclarecida.
Quando morreu, em 2019, o patrimônio de Epstein era estimado em cerca de US$ 578 milhões. Ele possuía mansões nos Estados Unidos, apartamentos em Paris, uma fazenda no Novo México, aeronaves particulares — incluindo um Boeing 727 — e duas ilhas privadas nas Ilhas Virgens Americanas, que se tornaram centrais nas investigações.
Epstein foi acusado de abuso sexual de menores desde o início dos anos 2000. Em 2008, firmou um acordo judicial na Flórida e cumpriu 13 meses de prisão em regime especial. Em julho de 2019, foi preso novamente por acusações federais de tráfico sexual de menores.
Caso Epstein: Trump pede que país 'vire a página' após novos documentos
Em 10 de agosto de 2019, Epstein foi encontrado morto em sua cela em uma prisão federal em Manhattan. A causa oficial foi registrada como suicídio por enforcamento. Após sua morte, a Justiça americana passou a liberar gradualmente documentos que detalham sua rede de contatos e operações, mantendo o caso em evidência internacional.
Como anda a investigação?
O caso Epstein está encerrado no âmbito criminal contra o financista desde sua morte, em 2019, mas permanece ativo em outras frentes. Em fevereiro de 2026, o foco está na divulgação de documentos, em ações civis e na responsabilização de instituições.
Ghislaine Maxwell, ex-parceira de Epstein, cumpre pena de 20 anos de prisão. Em outubro de 2025, a Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou seu último recurso. Na segunda-feira, 9, ela compareceu a um comitê do Congresso, mas invocou a 5ª Emenda e se recusou a responder sobre outros envolvidos.
No campo civil, o estado de Nova York abriu uma nova janela legal, válida de março de 2026 a março de 2027, para que vítimas entrem com ações indenizatórias. Também avançam processos contra instituições financeiras suspeitas de terem ignorado indícios das atividades ilícitas do financista.
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