Carreira

Programas em Excel dispensam alguns analistas

Um novo sistema de análise de informações pode eliminar o trabalho de até quatro analistas de dados

Thomaz Marchesi Camanho, da Amplix: projetos para informatizar trabalhos puramente operacionais (Fabiano Accorsi / EXAME PME)

Thomaz Marchesi Camanho, da Amplix: projetos para informatizar trabalhos puramente operacionais (Fabiano Accorsi / EXAME PME)

JE

José Eduardo Costa

Publicado em 19 de junho de 2014 às 10h33.

São Paulo - As empresas ainda pecam na hora de armazenar e reunir seus dados internos. Planilhas e informações existem aos montes. Só que, na maioria das vezes, os dados ficam perdidos na memória de computadores de diferentes áreas, o que dificulta o trabalho de análise que antecede as decisões.

Foi pensando em solucionar esse problema que o engenheiro Thomaz Marchesi Camanho, de 32 anos, criou a Amplix. Fundada em junho de 2012, a empresa já fatura mais de 1 milhão de reais e tem clientes como Femsa (Coca-Cola), Danone, Sky e Nespresso. “As empresas queriam criar oportunidades com base nos dados, mas faltava reunir as informações de forma eficiente”, diz Thomaz.

A Amplix cria programas em Excel para juntar dados dispersos e melhorar o processo de decisão dos gestores. Nos 100 projetos que realizou, dos quais 30% foram para automatizar serviços manuais, Thomaz percebeu que um efeito da implantação de seu sistema é a posterior demissão de até quatro analistas, que antes realizavam o trabalho braçal de cortar e colar dados numa planilha. Os que ficam são os profissionais com perfil analítico. “A relevância do trabalho dos analistas competentes aumenta”, diz.

Acompanhe tudo sobre:EmpresasServiçosMicrosoftTecnologia da informaçãoStartupsServiços de informáticaEdição 192Excel

Mais de Carreira

Nem toda decisão de CEO é racional: o que a ciência do cérebro ensina sobre liderar

Aos 126 anos, esse colégio se tornou a 1ª escola brasileira com currículo IB em Campinas

O Bradesco rompeu uma tradição de 80 anos. E quem tem 32 de casa precisou aprender a competir

Não adianta ser muito bom tecnicamente': o que a Robert Half avalia em quem quer ser C-level