Carreira

O Bradesco rompeu uma tradição de 80 anos. E quem tem 32 de casa precisou aprender a competir

Gerente sênior, Wellington Cantelli aposta nas soft skills da Saint Paul diante da abertura da carreira ao mercado

Wellington Cantelli, gerente sênior do Bradesco

Wellington Cantelli, gerente sênior do Bradesco

Publicado em 17 de julho de 2026 às 11h51.

Última atualização em 17 de julho de 2026 às 14h49.

Em 2024, o Bradesco encerrou um modelo que durou 80 anos: a carreira fechada, em que todo funcionário entrava como escriturário e subia degrau a degrau, sem contratações externas para compor posições. Para Wellington Cantelli, gerente sênior com 32 anos de casa, a decisão representa uma ruptura de proporções raras no ambiente corporativo brasileiro. 

"É a maior mudança cultural, provavelmente, de uma empresa aqui no Brasil", diz o executivo, que atua nas áreas de riscos do negócio e cartão de crédito.

O que ele não imaginava é que, quando a virada chegasse, já estaria preparado. Entre 2023 e 2024, Cantelli cursou o MBA Executivo em Liderança da Saint Paul Escola de Negócios, com módulo internacional na ESMT Berlin, na Alemanha. A formação, escolhida quase por instinto, considera que tenha virado vantagem competitiva no novo cenário do banco.

O banco que sempre cresceu em carreira fechada

Economista formado, com mestrado em administração estratégica, Cantelli construiu toda a trajetória dentro da organização, incluindo um período entre 2012 e 2018 em uma financeira do próprio grupo. A lógica era a mesma para todos: entrar na base e galgar posições internamente, no ritmo que a estrutura permitisse.

A abertura da carreira mudou as regras. Hoje, o Bradesco contrata no mercado como qualquer outra empresa, movimento que Cantelli compara ao que a Vale também atravessa. Para quem cresceu no sistema antigo, isso significa disputar espaço com profissionais que chegam de fora já selecionados por competências que o modelo fechado nem sempre exigia.

A fisgada de Berlim

A decisão de voltar a estudar veio antes da mudança do banco. Professor de finanças e economia por oito anos, Cantelli já conhecia a Saint Paul dos tempos de docência, mas foi o desenho do MBA Executivo em Liderança que o convenceu.

" O curso estava desenhado para mim"Wellington Cantelli, gerente sênior do Bradesco

O ponto de virada na escolha foi o módulo internacional em Berlim, polo importante no cenário global dedicado à inovação, liderança e empreendedorismo.

Com a bagagem técnica de mestre e professor, ele reconhece que o conteúdo de finanças e governança foi o que mais aproveitou entre as disciplinas, além das aulas de economia com José Cláudio Securato. "Sendo economista e dando aula de economia, ouvi-lo com o conhecimento que ele tem foi super bacana", relembra.

Onde o veterano realmente evoluiu

O maior ganho, porém, não veio da técnica. "O que realmente me desenvolveu com a Saint Paul foram as soft skills", diz Cantelli. Liderança e inovação, trabalhadas ao longo do programa e aprofundadas no módulo alemão, preencheram justamente a lacuna que precisava.

Wellington Cantelli, gerente sênior do Bradesco

Quando o banco abriu as portas, essa preparação ganhou urgência prática. "Os profissionais que estão vindo de fora chegam com essa preparação, porque a seleção no mercado passa por isso. Para me manter “empregável”, eu teria que ter uma adaptação, afirma. 

A transformação, batizada internamente de movimento SOU Bradesco, completou um ano e segue redesenhando comportamentos e mentalidades em toda a organização.

Depois de 32 anos subindo degraus por dentro, Cantelli descobriu que a forma de permanecer era estar alinhado com o mercado.

A trajetória de Cantelli mostra como formação em liderança pode sustentar uma carreira em meio a mudanças estruturais no mercado. Quem busca preparo semelhante pode conhecer o MBA Executivo em Liderança e Gestão da Saint Paul Escola de Negócios, com módulo internacional e foco em soft skills para cargos de alta liderança

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