Thiago Brandão, Nara Iachan e Lionardo Nogueira - sócios fundadores da Loyalme, da esquerda para a direita (Fábio Augusto/Divulgação)
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Publicado em 12 de fevereiro de 2026 às 13h00.
Fidelização do cliente é uma estratégia com efetividade provada com CPFs, mas ainda pouco explorada com CNPJs. A tese de que o mercado de fidelização pode se beneficiar do mercado B2B, no entanto, foi colocada à prova pela Loyalme.
Em 2025, a startup de soluções de fidelização chegou à marca dos R$ 10 bilhões movimentados, atribuindo a maior parte do resultado à vertical de loyalty B2B.
“As empresas querem construir relações mais sólidas e inteligentes com quem influencia diretamente seus resultados. Fidelizar parceiros corporativos deixou de ser diferencial e virou requisito de competitividade”, diz Nara Iachan, CMO e cofundadora da Loyalme.
A estratégia da startup segue em 2026 com foco na expansão do B2B, apoiando-se nos resultados anteriores e em dados como os do “Global Customer Loyalty Report 2025”, que aponta que 31% do orçamento de marketing das empresas já está destinado a programas de fidelidade e CRM.
Hoje, distribuidores, revendedores, parceiros estratégicos e canais indiretos passaram a ocupar papel central na competitividade das organizações – o que coloca a relação entre empresas no centro da agenda comercial.
Entre os negócios de fidelização B2B, a Loyalme cita de bancos e bandeiras de cartão a redes de varejo e instituições de ensino, como Bradesco Financiamentos, Natura e Ticket.
Segundo a startup, essas companhias estruturam programas completos de relacionamento para a sua cadeia, utilizando benefícios como:
Experiências personalizadas, geralmente operados em plataformas White Label, também são destaque. Elas permitem identidade própria e governança total dos dados.
A executiva destaca que, no ambiente B2B, o loyalty assume uma função mais estratégica: ele deixa de ser apenas uma lógica de recompensa e passa a atuar como um mecanismo de performance comercial, impactando diretamente na previsibilidade de demanda, gestão de estoque, recorrência de compras e redução de ruptura.
“Quando uma empresa cria incentivos direcionada a parceiros de sua cadeira, ela fortalece o relacionamento, aumenta a aderência às metas e garante maior alinhamento operacional.
As organizações estão entendendo que competitividade não nasce apenas da venda, nasce de parcerias sustentáveis, contínuas e inteligentes. É isso que os programas de fidelização B2B estão transformando”, conclui.