Lição do Ramadã: fórmula mágica para driblar algoritmo? Foge que é cilada

Marcas que tentaram se aproveitar da data sagrada do islamismo para se autopromover tiveram enxurrada de unfollows

Não é porque todo mundo está aderindo a um sticker ou filtro do momento, que a sua marca deve fazer o mesmo.

Você com certeza já abriu o Instagram, navegou um pouco pelo feed e pelos stories, e, quando se deu conta, percebeu alguns usuários usando recursos em destaque na rede. 

Sejam filtros pensados para a promoção do Mês do Orgulho LGBTQ+ ou adesivos criados para a celebração do Ano Novo Chinês, a visibilidade que tais recursos oferecem aos conteúdos é indiscutível. Mas aparecer é o que realmente importa? 

Mais visualizações e interações com a sua marca podem soar ótimas à primeira vista, mas um olhar aprofundado mostra que talvez não seja bem assim...  último pacote de stickers do Instagram, que celebra o Ramadã, mês sagrado para os muçulmanos, está aí para provar isso. 

O uso dos adesivos desenvolvidos pela artista Hal Al-Abbasi, causou polêmica nas redes sociais e uma enxurrada de unfollows a marcas e usuários do Instagram, que aproveitaram a data sagrada da religião islâmica para se autopromover. 

Mas como saber se é pertinente aproveitar ações e recursos especiais disponibilizados pelas redes? 

A sua escolha está diretamente conectada com a sua marca, seus produtos e seu planejamento estratégico? As perguntas poderiam seguir, mas a premissa é uma só: antes de entrar em qualquer conversa, é essencial entender se o tema em questão faz parte do DNA da marca.

Não existe engajar por engajar. Consumidores e usuários cobram cada vez mais duramente que as atitudes e as ações de quem eles seguem sejam coerentes aos valores apresentados. 

Estamos falando sobre a capacidade de a marca ter um discurso que represente a sua proposta de valor, produzindo conteúdos ligados ao seu ecossistema, que engajem com a comunidade e gerem uma boa reputação. 

Nenhum público pode ser reduzido a simples números de visualizações e interações. Marcas sólidas e autênticas dialogam com pessoas reais, que buscam se conectar com o que consomem. 

O tripé “quem eu sou”, “o que eu faço” e “o que eu falo” precisa estar alinhado para a construção de um negócio em que o propósito está no centro das decisões, promovendo trocas de valor para todos os envolvidos. 

*Hilane Tawil é especialista digital na FSB Comunicação

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