(Kadek Bonit Permadi/Getty Images)
Plataforma de conteúdo
Publicado em 26 de maio de 2026 às 07h00.
A estratégia ESG da mineradora Aura baseou-se em uma simples diretriz: focar os esforços e investimentos nas regiões de operação. Segundo relatório divulgado pela companhia nesta segunda-feira (18), foram destinados US$ 174,7 milhões a fornecedores locais em 2025, o equivalente a 43% do total de compras realizadas por suas unidades no período.
As ações destacadas na estratégia ESG incluíram:
Cerca de 67% dos colaboradores foram contratados localmente. A empresa também registrou zero acidentes com afastamento em suas operações e ampliou iniciativas ligadas à inovação operacional, inteligência artificial e desenvolvimento territorial.
“Nossa visão de sustentabilidade é clara: a mineração, por atuar em regiões remotas e frequentemente desassistidas, possui uma oportunidade valiosa de gerar impacto positivo real para todos os públicos — comunidades, colaboradores e meio ambiente além da própria empresa”, afirma Rodrigo Barbosa, CEO da Aura.
Na operação Borborema, no Rio Grande do Norte, a companhia investiu cerca de R$ 45 milhões na construção de uma Estação de Tratamento de Efluentes (ETE).
Por meio de uma parceria com a Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (CAERN), o projeto capta o esgoto doméstico do município de Currais Novos, trata a água e a reutiliza na operação mineral.
O recurso percorre mais de 27 quilômetros até a unidade e é continuamente reutilizado ao longo do processo operacional, reduzindo a pressão sobre recursos hídricos locais e contribuindo para o saneamento urbano da região.
Na agenda social, um dos principais destaques do ano foi o avanço do programa Sementes da Esperança, projeto em desenvolvimento pela Aura, por meio da Fundação San Andrés, na região de Copán, em Honduras, para criar alternativas econômicas em regiões inseridas em contexto de pós-mineração.
A iniciativa está transformando áreas anteriormente mineradas em plantações de uvas, com potencial para futura produção de vinhos. Ainda em fase inicial, este projeto piloto tem como objetivo conectar recuperação territorial, geração de renda e desenvolvimento econômico local, demonstrando como é possível criar valor compartilhado a partir da reabilitação de áreas impactadas.
“Neste projeto piloto, estamos testando o potencial de converter áreas anteriormente mineradas em cultivos de alto valor agregado, como o da uva para produção de vinhos de alta qualidade, criando desenvolvimento sustentável e um legado duradouro para a região”, conclui Barbosa.