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Décio Oddone: Avanços e oportunidades no segmento de óleo e gás

Evolução do setor favorece o crescimento de uma empresa independente com portfólio equilibrado, como a Enauta

Enauta teve resultados financeiros recordes em 2021 (Daniel Acker/Bloomberg)

Enauta teve resultados financeiros recordes em 2021 (Daniel Acker/Bloomberg)

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Décio Oddone

18 de outubro de 2022, 16h00

Desde 2016, o setor de óleo e gás vive uma fase de grandes mudanças no Brasil. Os poderes executivo e legislativo e a ANP aprovaram aperfeiçoamentos no arcabouço legal e regulatório. A Lei das Estatais, sancionada em 2016, estabeleceu normas de governança e ampliou os controles e a profissionalização da Petrobras. A realização de novas rodadas de licitação de blocos para exploração gerou um ambiente propício para a atração de investimentos e o desenvolvimento de novos projetos. Os índices de conteúdo local dos contratos de concessão foram ajustados à realidade da indústria brasileira, permitindo a aprovação de grandes projetos de desenvolvimento e favorecendo os segmentos industriais em que o país é competitivo.

Os preços dos derivados passaram a acompanhar as cotações internacionais, o que é indispensável para garantir o abastecimento e atrair investimentos para o setor. A abertura no segmento de gás natural, consequência de mudanças na regulação e na legislação, com a aprovação do novo marco legal, aprovado em 2020, está mudando a dinâmica do mercado. As medidas que estão levando a uma maior competição no refino e a venda dos campos maduros da Petrobras abriram novas oportunidades. Em função disso, o país vem experimentando a maior transformação em décadas. A sociedade ganhou com a retomada do setor, que se traduziu em geração de emprego, renda, divisas para o país, que se tornou um dos maiores exportadores de petróleo do mundo, desenvolvimento regional e tributos.

Os avanços permitiram, também, o fortalecimento das companhias independentes de exploração e produção de petróleo e gás. A Enauta, que tem uma tradição de mais de 20 anos no setor, já se destacava antes do surgimento desse novo e favorável ambiente. Há mais de 15 anos, abastece o Nordeste com o gás natural do Campo de Manati. Foi a primeira e única operadora independente nacional a desenvolver desde o início um campo de petróleo em águas profundas, Atlanta, absorvendo uma valiosa experiência que pode alavancar novos projetos de sucesso.

Agora, a empresa aproveita esse novo momento para consolidar sua trajetória e trabalha para diversificar a sua base de ativos e aumentar a produção. As reservas de Manati e de Atlanta cresceram. Depois de produzir por quatro anos em Atlanta através de um sistema antecipado, está investindo US$ 1,2 bilhão no sistema definitivo do campo. Parte relevante dos equipamentos e serviços foram contratados no mercado doméstico, gerando empregos e renda aqui. Em paralelo, está estudando uma solução para colocar em operação o campo de Oliva, localizado próximo de Atlanta, o que permitiria capturar sinergias operacionais. Com esse objetivo, lançou um processo competitivo para a seleção de fornecedores capazes de desenvolver a melhor solução tecnológica. Para alcançar o objetivo de construir o portfólio mais equilibrado e com maior potencial de geração de valor entre as independentes operando no Brasil, segue buscando oportunidades de aquisição.

Em 2021, a Enauta teve resultados financeiros recordes. Continuou operando com segurança, excelentes indicadores ambientais (jamais causou qualquer vazamento de produtos nocivos), redução das emissões de gases efeito estufa por barril de petróleo equivalente produzido e melhorias na governança e na inserção de minorias na sua força de trabalho.

Por tudo isso, foi a empresa foi apontada como a empresa número um no segmento indústria e a terceira entre as 20 maiores empresas em margem líquida financeira do país no ranking VALOR 1000, promovido pelo jornal Valor Econômico. Também foi classificada como a quarta melhor empresa, a mais destacada do segmento de petróleo, do setor Petróleo e Química, da premiação Maiores e Melhores da revista Exame.

Esses reconhecimentos servem como um estímulo adicional para que a equipe siga trabalhando para desenvolver a mais relevante empresa independente de exploração e produção de petróleo e gás operando no Brasil. Essas e outras iniciativas da companhia em áreas como Exploração e Produção, ESG e Gás Natural foram apresentadas recentemente na Rio Oil & Gas – um dos maiores eventos do setor no mundo, que aconteceu de 26 a 29 de setembro, no Olímpico (centro do Rio de Janeiro) e reuniu 58 mil visitantes.

*Décio Oddone é CEO da Enauta

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