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Cultura e liderança serão fatores vitais na adoção da nova NR-1

Atualização da Norma Reguladora leva temática do bem-estar a empresas, de forma estratégica e estruturada

Saúde mental passará a ser uma obrigação

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Publicado em 3 de fevereiro de 2026 às 13h00.

A partir de 26 de maio, passa a valer o novo texto da Norma Regulamentadora N°1 (NR-1). A partir daí, riscos psicossociais passarão a contar no levantamento do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO).

Na teoria, a mudança é simples: riscos psicossociais deverão ser considerados e gerenciados pelas empresas. Mas na prática, a adaptação pode ser um desafio, especialmente porque os riscos mentais são mais difíceis de rastrear.

“Um dos principais pontos de atenção para a implementação da mudança é o fato de os riscos psicossociais serem, em sua maioria, subjetivos, multifatoriais e profundamente influenciados pela cultura organizacional e pelo estilo de liderança”, diz Érika de Castro, gerente de Recursos Humanos da Group Software.

Cultura organizacional precisa ser melhor observada

Segundo dados do Ministério da Previdência Social, os afastamentos por adoecimento mental cresceram 67% entre 2023 e 2024. Neste ano, para reduzir este volume e alcançar conformidade com a NR-1, as empresas precisarão de cultura organizacional sólida.

Érika explica o que falta: “Muitas organizações ainda não dispõem de dados estruturados sobre absenteísmo por adoecimento emocional, afastamentos relacionados a transtornos mentais ou rotatividade associada ao clima organizacional, o que dificulta diagnósticos precisos e ações efetivas”.

Lideranças serão principais agentes de mudança

Outro desafio está em preparar as lideranças, uma vez que gestores se tornarão os principais responsáveis pela elaboração de políticas de prevenção, o que exigirá deles capacitação contínua e alinhada à prática. 

Comportamentos antes vistos como estilo de gestão, como microgestão, pressão excessiva ou comunicação agressiva, passam a ser reconhecidos como riscos ocupacionais. Soma-se a isso o fato de algumas empresas evitarem o mapeamento de riscos psicossociais ou a abertura de canais de escuta estruturados, por temerem passivos trabalhistas. 

“A nova norma irá reduzir o espaço para ações meramente simbólicas e aumentar a exigência por indicadores, evidências e efetividade real”, conclui a gestora de RH da Group Software.  

 

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