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Como ser pai me tornou um CEO melhor e vice-versa

Ao longo da vida, seja estudando ou pela experiência, aprendemos que só a empatia nos faz melhores pais e líderes

Por Carlos Guilherme Nosé*

Fico honrado em fazer minha estreia como colunista neste espaço da renomada Exame, no espaço da Bússola. Lembro que por volta de 16 anos, meu pai, um executivo de uma pequena empresa multinacional instalada no Brasil, me disse: “Você vai fazer vestibular, precisa começar a entender o que se passa no mundo e no mercado corporativo” e, literalmente, jogou na minha cama um exemplar da Exame, que passei a receber quinzenalmente em casa por iniciativa dele.

Aos 17 anos, entrei na faculdade de Administração e, 20 anos depois, com o aprendizado acadêmico e a vivência no mercado de pessoas, tenho a convicção de que um líder é aquele que, com muito pouco, desperta o potencial de seu time. E, na vida pessoal, entendi também que pai é aquele que com um gesto ou uma frase motiva os filhos e o fazem buscar seus próprios sonhos e caminhos.

Como não relacionar os papéis?

Sendo pai do Henrique e do Guilherme, dois adolescentes com temperamentos e gostos bem diferentes, descobri na prática que cada indivíduo reage de uma forma, se motiva e tem expectativas de recompensas diferentes. Como assim? Eu pensava: se alimentam da mesma comida, dormem no mesmo quarto, estudam na mesma escola, como podem ser tão diferentes? São, simplesmente, seres humanos únicos.

Ter de perto essa experiência me fez compreender cada situação e pessoa como algo singular. No dia a dia corporativo, antes de tomar qualquer decisão, da mais simples a mais complexa, é mais do que necessário olhar por diferentes prismas, ouvir mais do que falar, e procurar a fundo entender os motivos e os porquês de cada ação e atitude. Afinal, uma nota abaixo da média no boletim merece muito mais que uma bronca. É preciso acolhimento e direcionamento para melhorar.

Como em toda empresa, é preciso planejar a sustentabilidade do negócio, o que nos impõe limites de investimentos em todas as frentes, mesmo quando queremos recompensar todo o esforço e dedicação dos times, e estipular regras para manter a governança. Esta forma de gestão me ajudou a ser um pai melhor, pois às vezes temos que deixar de lado o mimo, a vontade de fazer tudo por eles, para impor alguns limites, regras e mostrar que o “Headquarter” ou o “Board de casa” não tem verba infinita ou que determinada atitude não foi adequada.

Como disse Donald H. McGannon, “Liderança é ação, não posição”. Acredito piamente que ser CEO e/ou ser pai é exercer a arte de motivar, encorajar e acolher, tudo a seu tempo e na medida certa. Como um dos meus sócios adora dizer, o CEO é o mensageiro da boa esperança, assim como o pai e a mãe são o porto seguro de seus filhos. Mas nesses dois papéis, não estamos isentos de ajustar os rumos, discordar, dar limites, dizer sim e não, mas acima de tudo, acredito muito no acolher e aceitar o “erro honesto”, aquele cometido na vontade de acertar, na vontade de fazer um algo a mais, de aprender algo novo, afinal, é assim, que se dão os mais importantes aprendizados.

Para encerrar, sempre ouvi a frase “Você só aprende a ser filho, quando se torna pai” e acho essa a maior verdade do mundo! Pense em como a sua forma de liderar hoje pode estar ajudando ou prejudicando a formar novos líderes em suas equipes e como suas decisões e atitudes agradariam a você mesmo anos atrás.

*Carlos Guilherme Nosé é CEO & Partner da Fesa Group, um ecossistema de soluções de pessoas e de conexões humanas

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