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Como a tecnologia e as novas leis vão transformar a gestão hospitalar no Brasil

Mafra Day 2026 destaca os desafios operacionais do segmento, impulsionados pela alta complexidade de terapias e por mudanças regulatórias

Lideranças debatem impactos da Inteligência Artificial e da Reforma Tributária na gestão hospitalar (Divulgação)

Lideranças debatem impactos da Inteligência Artificial e da Reforma Tributária na gestão hospitalar (Divulgação)

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Publicado em 23 de junho de 2026 às 13h00.

O cenário da saúde suplementar e hospitalar no Brasil passa por profundas transformações estruturais que exigem das instituições uma revisão imediata de seus modelos de operação e governança. Diante desse panorama, a 4ª edição do Mafra Day teve como principal objetivo discutir, junto às lideranças do setor, as novas dinâmicas de mercado, integrando debates sobre inovação tecnológica, eficiência operacional e adaptação às mudanças regulatórias que devem impactar o segmento nos próximos anos.

A urgência desse debate é respaldada por indicadores expressivos, que posicionam o Brasil na sétima colocação em consumo global de medicamentos. No ambiente hospitalar, o consumo de fármacos já representa a segunda maior fonte de receita das instituições, atrás apenas dos processos de internação e hotelaria.

Segundo dados apresentados pela IQVIA Brasil durante o evento, esse movimento é impulsionado pelo avanço de terapias de alta complexidade, com a oncologia crescendo 10% nos últimos 12 meses e o segmento de medicamentos autoimunes registrando expansão de 26%.

Essa transformação já se reflete na operação das instituições. Hoje, 85% dos hospitais de médio e grande porte já adotam ferramentas de Inteligência Artificial generativa, enquanto, no campo tributário, o setor ainda busca previsibilidade sobre os impactos definitivos da nova legislação.

"O que vimos ao longo do Mafra Day foi a confirmação de que a saúde exige cada vez mais integração entre todos os elos da cadeia.

Da assistência ao paciente até as decisões estratégicas de abastecimento e gestão hospitalar, o setor vem passando por transformações profundas, e nosso papel é justamente conectar esses diferentes agentes para construir soluções cada vez mais eficientes, sustentáveis e preparadas para o futuro", comenta Cristhiane Coutinho, Vice-Presidente da Viveo.

A relevância desse cenário também reforça o papel estratégico da distribuição dentro do setor. Atualmente, esse canal concentra parte importante do abastecimento institucional e tem assumido uma função cada vez mais central na operação das instituições de saúde, contribuindo para tornar processos logísticos mais ágeis, previsíveis e eficientes.

Desafios operacionais e fiscais na saúde

Entre os principais debates do encontro, especialistas destacaram os desafios operacionais enfrentados diariamente pelas instituições, em um contexto que exige maior eficiência, controle de custos e capacidade de adaptação a um ambiente regulatório cada vez mais complexo.

Nesse contexto, a evolução da cadeia de distribuição tem contribuído diretamente para otimizar o abastecimento hospitalar e ampliar a previsibilidade operacional das instituições.

Avanços da inovação no setor

No campo da inovação, o avanço da Inteligência Artificial foi apontado como uma transformação já em curso no ambiente hospitalar.

As discussões mostraram como novas ferramentas vêm sendo incorporadas tanto em processos clínicos quanto em atividades administrativas, trazendo ganhos relevantes de produtividade, redução de falhas operacionais e maior eficiência no apoio às rotinas médicas.

Impactos da nova legislação

Outro tema central do encontro foi a Reforma Tributária, apontada pelos especialistas como uma mudança estrutural que exigirá das empresas uma revisão importante de processos internos, contratos e planejamento financeiro.

As novas regras devem impactar diferentes áreas das organizações e exigirão maior preparação operacional para adaptação ao novo ambiente regulatório que começa a se desenhar no país.

“O Mafra Day 2026 reforçou o consenso de que as instituições de saúde precisam se preparar desde agora para uma nova realidade operacional, revisando processos, fortalecendo sua capacidade de adaptação e construindo operações cada vez mais eficientes e resilientes”, reforça Cristhiane Coutinho.

Em um mercado em rápida transformação, o sucesso das organizações dependerá cada vez mais da capacidade de equilibrar inovação, eficiência operacional, segurança regulatória e, sobretudo, manter a confiança e a qualidade do cuidado no centro de toda a operação de saúde.

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