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Carlos Guilherme Nosé: Obrigado, 2022!

O que você faz hoje, em dezembro de 2022, que está fazendo melhor do que fazia lá em janeiro

É hora de descobrir o que levaremos deste ano de tanta polaridade e confusão (akinbostanci/Getty Images)

É hora de descobrir o que levaremos deste ano de tanta polaridade e confusão (akinbostanci/Getty Images)

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Carlos Guilherme Nosé

9 de dezembro de 2022, 19h30

Nesta época do ano, começo a fazer meu balanço geral e acho que isso acontece, obviamente, com a maioria das pessoas. Acho engraçado, porque tendemos a sempre achar que o ano que está por vir vai ser melhor que aquele que termina. Vejo inúmeras pessoas sempre com aquela observação: Nossa, que ano complicado não é mesmo? Ou ainda: Ano de eleição e Copa do Mundo é sempre um desastre.

Talvez pela minha natureza de sempre olhar o copo meio cheio, eu começo a ver tudo de bom que aconteceu no ano. Me forço para não cair na tentação de reclamar, porque tenho a certeza de que pessimismo é contagioso, assim como o otimismo. Dito isto, prefiro espalhar otimismo – mas sem ser o bobo da corte e sem querer esquecer os reais problemas que temos.

Um bom exercício é começar avaliando você mesmo. Como sempre digo: autoconhecimento é fundamental. Mesmo tendo atingido a posição de CEO que tenho hoje, sempre me pergunto: O que eu faço hoje, em dezembro de 2022, que estou fazendo melhor do que eu fazia lá em janeiro? Estou mais eficiente? Desenvolvi melhor meu time? Fiz um plano estratégico mais estruturado? Me comuniquei melhor com todos os meus stakeholders?

E vou além, não é só de trabalho que se vive. Dediquei mais tempo à minha família? Foi um tempo de qualidade? Encontrei mais meus amigos, que no happy hour em 2021 eu prometi que os veria mais? Fui mais na academia? Eu comi menos doce?

Tudo é mensurável. E acredite, ter o hábito de se autoavaliar constantemente é de uma grandeza e de um benefício ímpar. Ter vivido um excelente ano com você mesmo, já é meio caminho andado.

Voltando ao ano de 2022, só tenho a agradecer. Por que? Foi um ano intenso. Um ano duro, onde vivemos uma polarização gigantesca, de uma falta de clareza de planos de futuro do governo – de todos os candidatos que se propuseram a governar o Brasil. De um mercado de trabalho voltando ao normal, mas com novas cepas da Covid-19 ainda nos deixando em alerta.

Sem falar do trabalho, onde ninguém ainda tem uma resposta exata e certeira para os novos modelos. É híbrido? É 100% remoto? E o Quiet Quitting, como resolver? E as demissões voluntárias de profissionais que largam tudo para buscarem seus reais sonhos? E a inflação de matérias-primas que estão matando as margens das empresas? E os burnouts por não conseguirmos nos disciplinar para a necessidade de nos desconectarmos?

Depois de trazer esses pontos, alguns podem estar pensando: por que esse maluco está agradecendo o ano de 2022, se foi tão intenso e desafiador? Agradeço, porque tudo isso me fez crescer. Me obrigou a ser melhor, me disciplinou a cuidar melhor da minha agenda, a enfrentar os reais problemas e deixar os alguns problemas um pouco de lado. Somos seres humanos, não super heróis.

É hora de “fecharmos para balanço” e nos prepararmos para mais um ano. E não se iluda pulando as sete ondinhas, achando que 2023 vai ser só alegrias. Pode ser sim, mas só depende do jeito que você vai encará-lo.

Pode vir, 2023, estou preparado!

*Carlos Guilherme Nosé é CEO da Fesa Group

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