Controle de margem, organização das dívidas e reserva financeira estão entre as medidas para fortalecer o caixa da empresa
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Publicado em 12 de outubro de 2026 às 07h00.
O empresário e consultor financeiro Tony Diniz aponta sete decisões para recuperar a saúde financeira de uma empresa, com foco em margem, caixa, dívidas e custos. Entre as medidas estão separar despesas pessoais, negociar dívidas caras, criar uma reserva de três a seis meses dos custos fixos e mudar regras de gastos e retiradas.
Uma empresa pode faturar muito e, ainda assim, estar perto de quebrar. O problema nem sempre está na falta de clientes, mas na dificuldade de transformar vendas em caixa, controlar despesas e tomar decisões financeiras com racionalidade.
Para o empresário e consultor financeiro Tony Diniz, recuperar um negócio endividado começa justamente por encarar uma pergunta incômoda: para onde está indo o dinheiro?
Diniz conhece esse cenário de perto. Aos 19 anos, abriu uma escola de inglês sem reserva financeira ou conhecimento de gestão e acabou falindo por falta de experiência.
Na tentativa de sair do buraco, apostou em um novo negócio que prometia ser a salvação e acabou ainda mais endividado. Aos 35, quebrou novamente, desta vez por ter concedido crédito excessivo a um cliente.
A experiência se tornou parte da metodologia que hoje utiliza em palestras e mentorias e que também está no livro Pobreza é Opção? (LC Books Editora).
Diretor de uma multinacional do mercado de joias e pedras preciosas e à frente do Grupo TDX, com negócios em mais de 30 países e faturamento de R$ 300 milhões em vendas anuais, ele defende que a recuperação financeira depende menos de uma grande virada e mais de decisões consistentes.
Confira sete atitudes apontadas por Diniz para quem precisa tirar uma empresa do vermelho:
Vender mais não significa necessariamente ganhar mais. O primeiro passo é descobrir a margem real de cada produto ou serviço e entender quanto efetivamente sobra depois de todos os custos.
Valor, juros, prazo, credor e condições de pagamento precisam estar visíveis. Quando o empresário conhece o tamanho exato do problema, consegue definir prioridades e negociar com mais segurança.
Retiradas sem planejamento podem comprometer o capital de giro. Definir um pró-labore e respeitar esse limite ajuda a identificar se o negócio consegue, de fato, sustentar seus próprios custos.
Antes de demitir pessoal ou reduzir investimentos essenciais, vale revisar despesas invisíveis, como assinaturas, taxas, desperdícios, compras por impulso e serviços que perderam utilidade. Pequenos vazamentos recorrentes podem representar milhares de reais ao longo do ano.
Cartão, cheque especial e determinadas linhas de crédito podem consumir o caixa rapidamente. A prioridade deve ser reduzir o custo financeiro e buscar condições que caibam no orçamento real da empresa.
Depois de estabilizar as contas, a orientação é construir uma reserva para imprevistos. O primeiro objetivo pode ser acumular o equivalente a três meses dos custos fixos e, posteriormente, chegar a seis.
Quitar uma dívida sem mudar a maneira de administrar o dinheiro pode apenas adiar a próxima crise. A recuperação precisa vir acompanhada de novas regras para gastos, investimentos, retiradas e decisões de consumo.
Uma empresa pode faturar muito e enfrentar dificuldades se não conseguir transformar vendas em caixa, controlar despesas e tomar decisões financeiras com racionalidade.
O primeiro passo apontado por Tony Diniz é descobrir a margem real de cada produto ou serviço e entender quanto efetivamente sobra depois de todos os custos.
Valor, juros, prazo, credor e condições de pagamento devem estar visíveis na mesma planilha. Conhecer o tamanho exato do problema ajuda a definir prioridades e negociar com mais segurança.
Retiradas sem planejamento podem comprometer o capital de giro. Definir um pró-labore e respeitar esse limite ajuda a identificar se o negócio consegue sustentar seus próprios custos.
Segundo a orientação apresentada por Tony Diniz, o primeiro objetivo pode ser acumular o equivalente a três meses dos custos fixos e, posteriormente, chegar a seis meses.
Quitar uma dívida sem mudar a maneira de administrar o dinheiro pode apenas adiar a próxima crise. A recuperação deve vir acompanhada de novas regras para gastos, investimentos, retiradas e decisões de consumo.