CFOs utilizam indicadores de CRM para transformar relacionamento em rentabilidade financeira direta (insta_photos/Getty Images)
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Publicado em 26 de fevereiro de 2026 às 10h00.
Por Renan Marafigo*
No atual cenário de negócios, em que cada investimento precisa ser justificado com resultados concretos, o CRM vai além de uma ferramenta de marketing para se tornar um aliado estratégico das finanças corporativas.
Para os CFOs, sua relevância está justamente na capacidade de traduzir dados de relacionamento em indicadores financeiros claros e mensuráveis.
Muitas empresas investem em CRMs robustos, mas não conseguem extrair o melhor da tecnologia.
A metáfora recorrente é a da “Ferrari sem motorista”: um ativo caro, mas subutilizado. Para o financeiro, isso significa custo sem retorno.
Quando bem implementado, porém, o CRM contribui diretamente para aumento de receita, redução de custos e melhoria de margem de lucro.
Entre os indicadores mais relevantes para a alta gestão financeira nesta área, destacam-se:
Segundo a ClearlyRated (ago/2025), adquirir um novo cliente custa em média US$80, enquanto reter um existente custa cerca de US$30 — ou seja, três vezes mais barato manter quem já está na base.
Esses KPIs permitem ao CFO alinhar estratégias de marketing e vendas ao resultado global da empresa, justificando ou ampliando investimentos.
Estudos recentes confirmam que a retenção de clientes é determinante para os lucros.
De acordo com a Harvard Business Review, um aumento de apenas 5% na fidelização pode elevar a lucratividade entre 25% e 95%.
Já o levantamento da DemandSage (jul/2025) mostra que clientes recorrentes representam 65% da receita das empresas e gastam, em média, 67% mais do que novos compradores.
Esses dados reforçam a lógica de que a fidelização custa menos e gera mais retorno, criando um ciclo virtuoso de rentabilidade.
Mas como transformar esse potencial em prática dentro das empresas? A seguir, reuni cinco recomendações fundamentais para que o CRM se traduza em resultados financeiros concretos.
Mais do que atingir um estágio de maturidade, as empresas precisam transformar o CRM em pilar estratégico de negócio.
O verdadeiro diferencial está em comprovar, com dados, quanto das receitas totais vêm diretamente das iniciativas de CRM e como isso impacta o resultado financeiro global.
Quando uma instituição financeira consegue demonstrar que uma fatia expressiva de suas vendas mensais é gerada por ações de CRM, não restam dúvidas: a ferramenta deixa de ser apenas suporte operacional e custo, passando a se tornar um motor essencial de crescimento e rentabilidade.
Em mercados cada vez mais competitivos, não investir nessa visão integrada significa abrir espaço para perder clientes — e margem — para quem já está fazendo.
*Renan Marafigo é associate partner e diretor de CRM da Adtail e Cadastra.