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41% dos que ganham até um salário mínimo se endividam com gastos de saúde

Pesquisa aponta que despesas essenciais geram endividamento maior entre quem recebe até um salário mínimo; já quem tem maior renda se aperta com financiamentos e compras parceladas

O impacto da perda de emprego nesse segmento também é mais significativo (Geber86/Shutterstock)

O impacto da perda de emprego nesse segmento também é mais significativo (Geber86/Shutterstock)

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Publicado em 5 de maio de 2026 às 07h00.

Para 41% dos brasileiros que ganham até um salário mínimo, os principais motivos de endividamento são os gastos com saúde. Quanto maior o poder econômico, menor a chance de endividamento devido a aspectos essenciais como este.

  • 1 a 2 salários mínimos: 37% se endividam com gastos em saúde
  • 2 a 5: 30%,
  • Acima de 5 salários mínimos: apenas 19%.
  • A média nacional é 32%.

O levantamento – realizado pela Nexus em parceria com o BTG Pactual e que entrevistou 2.028 pessoas por telefone – revelou que são os gastos essenciais, não os supérfluos, que levam os brasileiros das classes mais pobres à inadimplência

Perda de trabalho é segundo maior motivo de endividamento

Para 22% dos brasileiros que ganham até um salário mínimo, a perda de emprego próprio ou de alguém da família é motivo de dívida – a média geral é de 13%.

Os gastos do dia a dia, como alimentação e contas fixas, seguem como o principal motivo de dívida para todos os brasileiros (50%) e, nesse grupo, atinge quase metade (48%) dos entrevistados.

Já na parcela da população que ganha mais, acima de 5 salários mínimos, o segundo maior motivo de endividamento depois dos gastos do dia a dia (49%), são as compras parceladas ou financiamentos de bens de consumo, resposta de 35% dos entrevistados, em seguida aparece queda na renda mensal (20%).

“Os brasileiros que ganham menos se endividam com gastos essenciais. Essas despesas não são opcionais e, muitas vezes, se repetem por vários meses, fazendo com que essas dívidas se tornem cada vez maiores. 

O impacto da perda de emprego nesse segmento também é mais significativo sobre o endividamento do que em setores com maior renda, dificultando a quitação delas”, conclui o CEO da Nexus, Marcelo Tokarski.

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