3 perguntas de ESG para Leonardo Letelier, da Sitawi

CEO da consultoria brasileira mais reconhecida internacionalmente fala do crescimento das finanças sociais no Brasil

Por: Renato Krausz

1. Como está a procura pela Sitawi e pela certificação de títulos verdes? Qual a expectativa de aumento para 2021?  

Leonardo Letelier: Temos aqui um modelo híbrido com dois programas. O primeiro é de finanças sociais, que lida com a gestão de fundos filantrópicos, investimentos de impacto e desenvolvimento territorial na Amazônia. E o outro, de finanças sustentáveis, com consultoria para integração ESG e pareceres de segunda opinião para certificação de green bonds, sustainable bonds e outros fundos verdes.

Nas finanças sociais, em 2020 multiplicamos por nove o capital mobilizado, chegando a R$ 135 milhões. Já o programa de finanças sustentáveis dobrou de tamanho no ano passado e deve crescer significativamente em 2021. Os dois programas são intensivos em pessoas. Nosso time quase dobrou de tamanho e vai aumentar mais. Temos vagas.

2. Qual é o principal desafio que a pandemia trouxe para finanças sociais?

LL: No lado da filantropia, a pandemia motivou um volume grande e muita visibilidade de doações, e o desafio é transformar isso em algo estratégico. Sair de uma situação em que as doações são esporádicas e vinculadas a eventos trágicos para algo estruturado e frequente.

A covid-19 também deixou outra certeza: o setor social está equipado para combater nossas gigantes desigualdades. Os governos e as empresas não conseguirão resolver o problema sem a participação deste setor.

Já no mundo dos investimentos de impacto, precisamos encontrar a melhor maneira de lidar com todos os negócios que foram afetados pela pandemia. Há muitas empresas com dificuldade. Precisamos estender a mão, ajudar na gestão e dar mais prazo para o retorno do capital. Se a empresa quebra, ficamos sem o impacto e sem o retorno do capital.

3. Quais os principais conselhos que você dá hoje a uma empresa que procura a Sitawi para aumentar o seu impacto?

LL: Fazer melhor o que já faz. Isso tem a ver com ESG, com sustentabilidade, com responsabilidade social. Fazer outras coisas que gerem mais impacto. Olhar para dentro e redesenhar processos. E pensar em produtos que tenham como razão de ser o seu impacto positivo para melhorar a qualidade de vida das pessoas ou do meio ambiente.

É preciso mudar a chave e colocar o impacto no começo da tomada de decisões. E olhar para fora e pensar em parceiros que possam ajudar a executar essas coisas. Que possam alinhar as práticas e os fluxos financeiros a esses objetivos, seja encontrando investidores que poderiam se interessar por um título verde, seja indicando executores de iniciativas que demandem um capital filantrópico.

*Renato Krausz é sócio-diretor da Loures Comunicação

 

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