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Urna eletrônica: entenda seu funcionamento e por que ela é segura

Urna eletrônica registra e transmite os resultados sem conexão com a internet e utiliza meios auditáveis para as eleições

A urna é utilizada em todas as eleições no território nacional desde 2000 (Valter Campanato/Agência Brasil)

A urna é utilizada em todas as eleições no território nacional desde 2000 (Valter Campanato/Agência Brasil)

Publicado em 4 de março de 2026 às 18h05.

A urna eletrônica é o principal instrumento de votação no Brasil desde 1996 e é responsável por registrar os votos em eleições municipais, estaduais e federais. Alvo frequente de dúvidas e questionamentos, ela já foi testada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para comprovar a segurança do equipamento.

As auditorias públicas do órgão auxiliam a disponibilizar mais informações sobre o funcionamento das urnas e desmistificar boatos de fraudes.

Os candidatos, as coligações, o Ministério Público (MP), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e os eleitores também podem solicitar auditorias, caso desconfiem de fraudes ou outros problemas com as urnas.                  

Como funciona a urna eletrônica?

Segundo o TSE, a urna eletrônica é um equipamento autônomo que permite ao eleitor digitar seu voto e registrá-lo de forma segura.

Internamente, o sistema utiliza um software criptografado que registra cada escolha e armazena os dados localmente em cartões de memória.

Após a votação, os resultados são transmitidos para os tribunais regionais com sistemas seguros de transmissão de dados que permitem a apuração centralizada sem comprometer a integridade dos votos.

Todo o processo é realizado sem conexão das urnas à internet. Desta forma, o sistema fica mais protegido de ataques cibernéticos. 

Quais são as camadas de segurança que impedem fraudes e invasões?

O TSE adota múltiplas camadas de segurança, incluindo:

  • Criptografia de ponta a ponta nos dados registrados;
  • Assinaturas digitais que impedem alterações não autorizadas;
  • Auditorias públicas e testes de integridade antes de cada eleição;
  • Registro (logs) de todas as operações realizadas na urna durante a votação.

Segundo um artigo do Tribunal Regional Eleitoral do Mato Grosso (TRE-MT), essas medidas tornam extremamente improvável qualquer tentativa de fraude sem detecção.

Por que a urna não é conectada à internet?

A urna eletrônica não possui conexão direta com a internet durante a votação. Essa decisão reduz o risco de ataques cibernéticos e garante que os votos permaneçam isolados e protegidos.

Outra forma de atestar que não houve fraude é a impressão da zerésima antes do uso da urna na eleição.

Este boletim mostra que a urna chegou aos eleitores sem nenhum voto prévio registrado. 

Quem fiscaliza as urnas eletrônicas?

A fiscalização é realizada por diversos atores: partidos políticos, Ministério Público, OAB e entidades independentes.

Antes das eleições, o TSE realiza o Teste Público de Segurança, no qual especialistas tentam identificar vulnerabilidades e sugerir melhorias.

Além disso, cada urna registra boletins de urna (BUs) impressos que permitem conferência física do resultado com o registro eletrônico, garantindo transparência e auditabilidade.

SAIBA MAIS: Quando acontecem as eleições de 2026?

De 1996 até hoje: como a urna evoluiu nos últimos anos

Desde sua introdução em 1996, a urna eletrônica passou por diversas atualizações.

Inicialmente, o sistema era limitado a poucos cargos e utilizava cartuchos de memória simplificados.

Ao longo dos anos, o TSE incorporou recursos como impressão do comprovante do voto em projetos piloto, autenticação biométrica, criptografia avançada, modernização do software e protocolos de auditoria mais robustos.

Segundo o órgão, essas evoluções transformaram a urna em um equipamento confiável, rápido e auditável. 

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