Pedras de granizo de grandes proporções surpreenderam moradores de Santa Catarina durante os temporais que atingiram o estado neste sábado, 29. Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram pedaços de gelo que cabem na palma da mão e áreas cobertas de branco após a passagem da chuva.
Os temporais provocaram estragos em diferentes regiões. Casas e galpões rurais foram destelhados, árvores caíram, cercas foram danificadas e houve registros de interrupção no fornecimento de energia. Ao menos dez municípios tiveram ocorrências relacionadas à chuva, ao granizo e aos vendavais.
Ipuaçu, no Oeste catarinense, está entre as cidades mais afetadas. Cerca de 200 residências foram atingidas pelo granizo, principalmente em comunidades da Reserva Indígena. Já Entre Rios registrou mais de 80 casas afetadas, enquanto, em Bom Jesus, 81 residências foram atingidas, afetando 313 pessoas.
O município de Bom Jesus decretou situação de emergência e iniciou a solicitação de Itens de Assistência Humanitária. Quilombo, onde 32 residências foram afetadas, principalmente na área rural, também decretou situação de emergência.
Em Palhoça, na Grande Florianópolis, uma mulher de 38 anos morreu após ser atingida por um raio.
Ciclone mantém risco de novos temporais em SC
Santa Catarina permanece sob influência de instabilidades associadas a uma frente fria e a um ciclone extratropical. O cenário favorece a ocorrência de novos temporais, com raios, granizo, chuva intensa e fortes rajadas de vento.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém alerta laranja para tempestades no estado até segunda-feira, 31. A previsão indica chuva entre 30 e 60 milímetros por hora ou acumulados de até 100 milímetros por dia, além de ventos entre 60 e 100 km/h e possibilidade de granizo.
Segundo a Defesa Civil, há risco de destelhamentos, danos na rede elétrica, queda de galhos e árvores e alagamentos. No Sul, na Serra e em parte da Grande Florianópolis, a chuva deve ser mais persistente e intensa, aumentando também o risco de enxurradas.
Granizo atinge centenas de casas
Além de Ipuaçu, Entre Rios, Bom Jesus e Quilombo, outras cidades contabilizam prejuízos provocados pelo temporal.
Em Ouro Verde, 23 residências foram atingidas pelo granizo e receberam lonas para a proteção dos imóveis. Abelardo Luz registrou destelhamentos e danos em uma estrutura rural.
Em Passos Maia, uma residência e uma estrebaria foram danificadas. Já em Jacinto Machado, três casas tiveram os telhados atingidos e receberam lonas provisoriamente.
No Extremo-Oeste, Anchieta registrou estragos provocados pelo vendaval, com destelhamentos em uma residência e em galpões rurais, além de queda de árvores de grande porte e danos em cercas. Duas pessoas ficaram desalojadas.
++ Leia mais: Novas tempestades devem atingir o Rio Grande do Sul até segunda-feira
Em Zortéa, uma árvore caiu sobre uma residência, mas não houve vítimas. A Defesa Civil ainda levanta possíveis danos provocados pelo granizo em Meleiro, Irani, Joaçaba, Ouro, Luzerna e Lacerdópolis. As equipes municipais seguem trabalhando no atendimento às famílias e na avaliação dos prejuízos.
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Imagem aérea de sobrevoo do presidente Lula em Canoas (RS)
(Imagem aérea de sobrevoo do presidente Lula em Canoas (RS))
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Homens movem pacotes em um barco através de uma rua inundada no centro histórico de Porto Alegre, no estado do Rio Grande do Sul, Brasil, em 14 de maio de 2024. Crédito: Anselmo Cunha / AFP)
(Homens movem pacotes em um barco através de uma rua inundada no centro histórico de Porto Alegre)
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Vista das áreas inundadas ao redor do estádio Arena do Grêmio em Porto Alegre, no estado do Rio Grande do Sul, Brasil, tirada em 29 de maio de 2024. A água e a lama tornaram os estádios e sedes do Grêmio e Internacional inoperáveis. Sem locais para treinar ou jogar futebol, os clubes brasileiros tornaram-se equipes itinerantes para evitar as enchentes que devastaram o sul do Brasil. (Foto de SILVIO AVILA / AFP)
(Vista das áreas inundadas ao redor do estádio Arena do Grêmio em Porto Alegre)
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Vista aérea do centro de treinamento do Internacional ao lado do estádio Beira Rio em Porto Alegre, no estado do Rio Grande do Sul, Brasil, tirada em 29 de maio de 2024. Foto de SILVIO AVILA / AFP
(Vista aérea do centro de treinamento do Internacional ao lado do estádio Beira Rio em Porto Alegre)
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Pessoas atravessam uma ponte flutuante para pedestres sobre o rio Forqueta, entre os municípios de Lajeado e Arroio do Meio, no Rio Grande do Sul, Brasil, em 21 de maio de 2024. O Rio Grande do Sul experimentou um desastre climático severo, destruindo pelo menos seis pontes e causando interrupções generalizadas no transporte. O exército respondeu construindo pontes flutuantes para pedestres, uma solução temporária e precária para permitir que a infantaria atravesse rios durante conflitos. (Foto de Nelson ALMEIDA / AFP)
(Pessoas atravessam uma ponte flutuante para pedestres sobre o rio Forqueta)
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Ana Emilia Faleiro usa um barco para transportar suprimentos em uma rua inundada em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil, em 26 de maio de 2024. O estado sulista do Rio Grande do Sul está se recuperando de semanas de inundações sem precedentes que deixaram mais de 160 pessoas mortas, cerca de 100 desaparecidas e 90% de suas cidades inundadas, incluindo a capital do estado, Porto Alegre. (Foto de Anselmo Cunha / AFP)
(Ana Emilia Faleiro usa um barco para transportar suprimentos em uma rua inundada em Porto Alegre)
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Um homem limpa sua casa atingida pela enchente no bairro Sarandi, um dos mais atingidos pelas fortes chuvas em Porto Alegre, no estado do Rio Grande do Sul, Brasil, em 27 de maio de 2024. Cidades e áreas rurais no Rio Grande do Sul foram atingidas por semanas por um desastre climático sem precedentes de chuvas torrenciais e enchentes mortais. Mais de meio milhão de pessoas fugiram de suas casas, e as autoridades não conseguiram avaliar completamente a extensão dos danos. (Foto de Anselmo Cunha / AFP)
(Um homem limpa sua casa atingida pela enchente no bairro Sarandi)
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Alcino Marks limpa corrimãos sujos de lama após a enchente no bairro Sarandi, um dos mais atingidos pelas fortes chuvas em Porto Alegre, no estado do Rio Grande do Sul, Brasil, em 27 de maio de 2024. Esta é a segunda enchente histórica que Marks enfrenta aos 94 anos de idade. A primeira foi em 1941, quando ele morava no centro de Porto Alegre. Cidades e áreas rurais no Rio Grande do Sul foram atingidas por semanas por um desastre climático sem precedentes de chuvas torrenciais e enchentes mortais. Mais de meio milhão de pessoas fugiram de suas casas, e as autoridades não conseguiram avaliar completamente a extensão dos danos. (Foto de Anselmo Cunha / AFP)
(Alcino Marks limpa corrimãos sujos de lama após a enchente no bairro Sarandi)
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(Um trabalhador usa uma mangueira de alta pressão para remover a lama acumulada pela enchente)
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(Destruição no RS após chuvas e enchentes)
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Vista da estátua de José e Anita Garibaldi na inundada Praça Garibaldi, no bairro Cidade Baixa, em Porto Alegre, no estado do Rio Grande do Sul, Brasil, tirada em 14 de maio de 2024. Foto de Anselmo Cunha / AFP
(Vista da estátua de José e Anita Garibaldi na inundada Praça Garibaldi)
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Resgate de pessoas afetadas pelas chuvas no Rio Grande do Sul, na Base Aérea de Santa Maria (RS).
(Resgate de pessoas afetadas pelas chuvas no Rio Grande do Sul, na Base Aérea de Santa Maria)
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Eduardo Leite: “Faremos de tudo para garantir que a reconstrução preserve nossas vocações”
(Eduardo Leite: “Faremos de tudo para garantir que a reconstrução preserve nossas vocações”)
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Imagem aérea de sobrevoo do presidente Lula em Canoas (RS)
(Imagem aérea de sobrevoo do presidente Lula em Canoas (RS))
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(Imagem aérea da destruição no Rio Grande do Sul - Força Aérea Brasileira/Reprodução)
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Setor elétrico: Aneel propõe medidas para melhorar resposta a desastres causados pelas mudanças climáticas para melhorar resposta a desastres causados pelas mudanças climáticas.
(Vista aérea mostrando a estrada ERS-448 inundada em Canoas)
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(Vista aérea mostrando a estrada ERS-448 inundada em Canoas, no estado do Rio Grande do Sul)