O primeiro turno das Eleições 2026 está marcado para 4 de outubro (Arquivo/Agência Brasil)
Repórter de ESG
Publicado em 29 de agosto de 2026 às 15h15.
Última atualização em 29 de agosto de 2026 às 15h26.
O Ministério Público Eleitoral (MPE) já entrou na Justiça com pedidos para barrar mais de 900 registros de candidatura para o pleito de 2026.
O levantamento é parcial e reúne as ações e manifestações protocoladas até a quarta-feira, 26.
Os pedidos se baseiam em diferentes motivos: condenações na esfera criminal, por improbidade administrativa e por abuso de poder econômico ou político; suspeita de ligação com organizações criminosas; ausência de filiação a partido ou pendências com a quitação eleitoral; e problemas na prestação de contas de campanhas.
Também entram na lista candidatos que tiveram contas de mandatos anteriores reprovadas, além de nomes que não deixaram cargos públicos dentro do prazo exigido pela legislação para poder concorrer.
Para concorrer a um cargo eletivo, o candidato precisa atender às exigências da Constituição e da legislação eleitoral, e não pode se enquadrar em nenhuma das hipóteses de inelegibilidade previstas em lei.
Cabe à Justiça Eleitoral julgar cada um dos pedidos de impugnação e definir se os candidatos questionados poderão, de fato, disputar as eleições.
Segundo o MPE, candidatos a deputado estadual e federal respondem por mais de 70% de todos os pedidos de impugnação.
Em termos de estados, São Paulo aparece isoladamente na frente, com 557 registros contestados. Depois vêm Maranhão (55), Minas Gerais (41), Paraíba (39) e o Distrito Federal (33).
Entre os candidatos à Presidência, apenas um teve a candidatura questionada: Pablo Marçal, do PRTB. O pedido do MPE se apoia principalmente em uma condenação por uso irregular dos meios de comunicação durante a campanha municipal de 2024, decisão que tornou Marçal inelegível até outubro de 2032.
O caso ainda depende de julgamento pelo TSE. Enquanto isso não acontece, o tribunal já baniu o candidato do acesso ao Fundo Eleitoral, do horário eleitoral gratuito em rádio e TV e da participação em debates.
Nas disputas por governos estaduais, o MPE já apresentou pelo menos nove pedidos de impugnação. Um dos casos é o de José Roberto Arruda, candidato ao governo do Distrito Federal: segundo o MP, ele estaria inelegível até 2030 por causa de seis condenações por improbidade administrativa.
No Rio de Janeiro, a candidatura de Anthony Garotinho ao governo do estado também foi contestada, com base em situações de inelegibilidade descritas na Lei da Ficha Limpa. Outros pedidos contra candidatos a governador ou vice foram registrados em São Paulo, Paraíba, Rio Grande do Norte, Amapá e Alagoas.