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Temer: gerenciando expectativas

Em tempos de recesso, a queda de braço entre expectativa e realidade é a maior preocupação no Planalto. Hoje, por exemplo, se encerra o prazo para o governo enviar o relatório bimestral de previsão de receitas e despesas. No início da semana, esperava-se um anúncio de corte de até 20 bilhões de reais. Ontem, o presidente interino Michel Temer decidiu queimar reservas para evitar um congelamento de despesas. Na prática, ganha tempo, e evita incômodos.

Há semanas sem escândalos que associem seu governo à Lava-Jato, Temer tenta manter-se fora das manchetes enquanto aguarda pelo desfecho do impeachment no Senado. Até lá, deve costurar acordos nos bastidores para tocar sua pauta no Congresso. “A imobilidade é uma estratégia de evitar irritações desnecessárias”, diz Lucas Aragão, sócio da consultoria política Arko Advice.

O mercado abraçou a ideia de que seu governo é melhor do que o retorno de Dilma Rousseff. A bolsa subiu por dez dias consecutivos. As perspectivas econômicas, antes catastróficas, agora dão conta do fim do recesso no terceiro trimestre e de um crescimento do PIB de até 2,5% em 2017.

Uma mostra de como expectativa importa nesse momento foi dada ontem, quando incongruências numa pesquisa do instituto Datafolha ganharam vida própria na internet. Segundo a pesquisa, divulgada pelo jornal Folha de S. Paulo, Temer está mais conhecido, e já tem uma avaliação melhor que a de Dilma. Ainda assim, 62% dos brasileiros são favoráveis à realização de novas eleições (este dado inicialmente não havia sido divulgado pelo jornal, daí a revolta de um grupo de internautas).

O cenário de novas eleições está praticamente descartado. Mas o dado serve para relembrar o Planalto que o caminho até 2018 certamente não será um passeio no parque.

 

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