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Ypê apresenta 239 ações para corrigir falhas e Anvisa analisa recurso nesta quarta

O julgamento ocorre após a empresa conseguir efeito suspensivo temporário contra a resolução publicada pela agência

Anvisa: Órgão apontou risco de contaminação microbiológica (Reprodução/Reprodução)

Anvisa: Órgão apontou risco de contaminação microbiológica (Reprodução/Reprodução)

Letícia Cassiano
Letícia Cassiano

Colaboradora

Publicado em 13 de maio de 2026 às 12h40.

A diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, o órgão máximo da Anvisa, se reúne nesta quarta-feira, 13, para decidir se mantém a suspensão de produtos da Ypê. A análise ocorrerá durante reunião pública às 14h, na sede da agência em Brasília.

O objetivo da reunião é analisar o recurso apresentado pela empresa contra a decisão que determinou a suspensão da fabricação, comercialização, distribuição e venda de produtos da marca, além do recolhimento dos lotes afetados.

Segundo a Anvisa, os diretores decidirão se mantêm, alteram ou revogam a medida cautelar adotada na última semana.

O julgamento ocorre após a empresa conseguir efeito suspensivo temporário contra a resolução publicada pela agência. Com isso, as medidas determinadas pela Anvisa ficaram suspensas até a decisão definitiva da diretoria colegiada.

A Anvisa afirma que inspeções realizadas em parceria com órgãos de vigilância sanitária do estado de São Paulo e do município de Amparo identificaram irregularidades em etapas críticas da produção, incluindo falhas nos sistemas de controle de qualidade e garantia sanitária. Segundo a agência, os problemas podem resultar em contaminação microbiológica dos produtos.

A medida atingiu lotes com numeração final 1 das categorias lava-louças, lava-louças concentrado, lava-roupas líquidos e desinfetantes da marca.

Ypê apresentou plano com 239 ações

Em reunião realizada na sede da Anvisa, a Ypê apresentou um plano com 239 ações corretivas para atender às exigências técnicas apontadas pelos fiscais sanitários. Segundo a agência, as medidas consideram também inspeções realizadas em 2024 e 2025.

Mesmo após obter a suspensão temporária da decisão, a empresa informou que decidiu manter paralisadas as linhas de produção da fábrica de líquidos responsável pelos produtos envolvidos no caso.

Segundo a Anvisa, a responsabilidade de orientar a população sobre o que fazer com os produtos é da própria empresa por meio do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC), que vem apresentando problemas e não está atendendo todos os consumidores.

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