Ramuth: vice avalia que mudanças podem ocorrer até (Isadora de Leão Moreira/Governo do Estado de São Paulo/Flickr)
Repórter de Brasil e Economia
Publicado em 28 de janeiro de 2026 às 17h18.
O vice-governador de São Paulo, Felício Ramuth, avalia que o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) aceitaria "a missão" de disputar a Presidência da República, caso fosse indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O nome indicado pelo ex-presidente para a disputa neste ano foi o de seu filho mais velho e senador, Flávio Bolsonaro (PL).
"Na minha opinião, caso o ex-presidente faça um pedido, acredito que ele [Tarcísio] aceitaria essa missão, apesar de o foco dele ser continuar as ações implementadas no governo de São Paulo", afirmou Ramuth durante encontro do Mercado & Opinião, think tank que reúne empresários e especialistas para discutir perspectivas políticas e econômicas para 2026.
O vice, que ainda não foi confirmado em uma eventual chapa de reeleição, relembrou que houve um movimento de partidos de centro e da sociedade civil por uma candidatura de Tarcísio, mas que, hoje, o nome escolhido é Flávio.
Ramuth argumenta que ainda é necessário que o filho mais velho de Bolsonaro consiga costurar apoios para viabilizar sua candidatura.
Por isso, ele salientou que o cenário de reeleição do governador poderá mudar nos próximos meses, a depender das articulações. Caso venha a disputar a Presidência, Tarcísio precisaria deixar o cargo de governador até o dia 4 de abril, prazo definido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para desincompatibilização.
"Obviamente, diante das circunstâncias e do cenário que se apresentam hoje, trata-se de um cenário de reeleição do governador. Essa é a posição atual dele, embora isso possa mudar nos próximos dois meses. As definições precisam ocorrer até o dia 4 de abril."
Tarcísio afirmou, na semana passada, que uma possível candidatura à Presidência é "especulação" e anunciou a visita que fará ao ex-presidente Jair Bolsonaro, na prisão, na próxima quinta-feira, 29.
Nas últimas semanas, aliados de Flávio cobraram um apoio mais veemente de Tarcísio. Em meio a essa tensão, o governador cancelou a visita que havia programado ao ex-presidente Bolsonaro.