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Editor da Região Sul
Publicado em 28 de janeiro de 2026 às 17h12.
Um território de apenas 490 km², no litoral norte de Santa Catarina, consolidou-se em 2025 como o quinto maior mercado imobiliário do Brasil em volume financeiro. As cidades de Balneário Camboriú, Itapema, Itajaí e Porto Belo registraram juntas um Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 13,47 bilhões, segundo dados da plataforma especializada DWV .
O resultado posiciona a faixa litorânea catarinense no mesmo patamar financeiro de grandes regiões metropolitanas, apesar da área territorial significativamente menor.
O desempenho chama atenção pela desproporção entre área física e geração de riqueza. A soma territorial dos quatro municípios é 5,5 vezes menor do que a extensão das capitais São Paulo e Rio de Janeiro, que juntas ocupam 2.721 km².
Ainda assim, o cluster catarinense comercializou mais de 9 mil imóveis no ano, ficando atrás apenas de mercados historicamente massivos como São Paulo, Rio, Belo Horizonte e Brasília. Em termos relativos, indicadores como VGV por quilômetro quadrado colocam a região entre as mais produtivas do país.
Na prática, a faixa litorânea de Santa Catarina superou com ampla margem capitais consolidadas. Curitiba, por exemplo, registrou VGV de R$ 2,26 bilhões em 2025, com 1.982 unidades vendidas — um volume cerca de seis vezes menor do que o observado no litoral norte catarinense. A comparação reforça a singularidade do mercado local, que combina alto valor financeiro com velocidade de absorção acima da média nacional.
Dentro do próprio cluster, os números mostram como a liquidez se distribui e reforçam a leitura de um mercado integrado, porém com dinâmicas distintas. Itapema manteve a liderança regional em 2025, com R$ 4,3 bilhões em VGV, mesmo após uma acomodação de 6,5% em relação a 2024, quando havia atingido um pico de lançamentos — um ajuste considerado natural em mercados maduros.
Porto Belo apresentou uma das expansões mais aceleradas do litoral norte, avançando 43% na comparação anual e consolidando-se como principal fronteira de crescimento do cluster, ao absorver parte relevante da demanda de alto padrão deslocada de Balneário Camboriú.
Mesmo operando em estágio avançado de saturação territorial, Balneário Camboriú registrou crescimento de 30% entre 2024 e 2025, sustentada pelos maiores tickets médios do país e pela escassez estrutural de terrenos disponíveis.
O município segue como referência nacional em valor agregado, funcionando como âncora de preços para todo o entorno. Já Itajaí teve o avanço proporcional mais intenso do grupo, com alta de 46%, refletindo a combinação entre crescimento corporativo, logística portuária, expansão do setor de serviços e fortalecimento do mercado residencial.
Para Jordan Hang, CEO da JH Marketing, o desempenho da região foge aos padrões tradicionais do setor e está diretamente ligado à densidade de valor por área “O que ocorre no litoral norte de Santa Cat. arina é uma anomalia de mercado. Existe uma concentração extrema de liquidez em um território muito restrito. Enquanto nas grandes capitais o VGV se espalha por áreas urbanas gigantescas e tickets muito variados, aqui a escassez de terra multiplica o valor do ativo”, afirma.
Segundo ele, o investidor que atua na região não compra apenas metro quadrado para uso residencial, mas um ativo financeiro de alta eficiência, com liquidez acima da média e menor exposição a ciclos longos de vacância. “É um mercado que produz mais riqueza por quilômetro quadrado do que a ampla maioria das capitais brasileiras”, diz.
A leitura do setor aponta que a integração entre os quatro municípios criou, na prática, um único mercado imobiliário, com fluxos complementares de oferta e demanda. A saturação de áreas disponíveis em Balneário Camboriú elevou preços e empurrou a demanda de alto padrão para Itapema e Porto Belo, enquanto Itajaí absorveu parte relevante do crescimento corporativo e residencial, impulsionado pela logística portuária e pelo avanço do setor de serviços.
Além disso, a melhora contínua da infraestrutura urbana, da mobilidade regional e dos indicadores de segurança contribuiu para consolidar a região como destino recorrente de investimento imobiliário, tanto para compradores finais quanto para investidores patrimoniais.
“Essa região opera com uma demanda nacional permanente em um espaço geográfico finito. Isso cria um efeito de blindagem de preços. Infraestrutura, serviços e segurança acompanharam esse adensamento, transformando o litoral norte catarinense em um corredor econômico de alta performance, capaz de competir, em volume financeiro, com grandes metrópoles brasileiras”, completa Hang.
O ritmo de crescimento observado em 2025 também se reflete no volume de unidades lançadas, indicador-chave para projetar a dinâmica do mercado no médio prazo. Porto Belo liderou o número de novos lançamentos, com 18.899 unidades colocadas no mercado ao longo do ano, seguida por Itapema, com 12.623 unidades, consolidando-se como os principais vetores de expansão do cluster.
Itajaí lançou 5.829 unidades, enquanto Balneário Camboriú, limitada pela escassez de terrenos, registrou 3.239 unidades, reforçando seu papel como âncora de preços da região. Para efeito de comparação, Curitiba contabilizou 10.759 unidades lançadas em 2025.
A leitura para 2026 é de continuidade do protagonismo regional, porém com maior seletividade. A expectativa é de um mercado mais disciplinado, com lançamentos focados em projetos bem localizados, de maior valor agregado e alinhados à demanda real.
Juros ainda elevados, ticket médio alto e maior volume de estoque em alguns municípios tendem a impor racionalidade, sem comprometer a atratividade estrutural do litoral norte catarinense.“O mercado entra em 2026 mais maduro. Não é um ciclo de desaceleração, mas de ajuste fino”, avalia Hang. “Projetos bem posicionados seguem líquidos, enquanto produtos genéricos tendem a perder tração. Esse filtro fortalece o mercado no médio prazo.”
Com demanda nacional permanente, oferta territorialmente limitada e histórico recente de alta absorção, o litoral norte de Santa Catarina deve manter, em 2026, sua posição entre os mercados imobiliários mais relevantes do país, operando menos pelo volume bruto e mais pela qualidade do capital investido.
Com R$ 6 bilhões em lançamentos previstos para os próximos quatro anos, a JH Marketing, com sede em Brusque (SC) e fundada há quatro anos, vem chamando a atenção do mercado imobiliário ao adotar um modelo inédito de gestão integrada de marketing e comercial, baseado em performance.
A empresa atua como uma ponte entre marketing, área comercial e gestão das incorporadoras, criando estratégias voltadas a aumentar o Valor Geral de Vendas (VGV), acelerar o ritmo de comercialização e fortalecer o posicionamento das marcas.
Fundada por Jordan Hang, a companhia encerrou 2025 com R$ 1 bilhão em lançamentos sob gestão, sendo R$ 650 milhões apenas no último trimestre, reflexo da aceleração das operações. O foco está em projetos no Sul do país, com atuação em cidades como Curitiba, Brusque, Porto Belo, Balneário Camboriú, Camboriú e Gramado.
Diferentemente de uma agência tradicional, a JH Marketing opera com modelo de remuneração atrelado ao sucesso das vendas, sendo remunerada apenas quando o cliente vende, o que reforça o alinhamento com resultados.