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Lula confirma que terá encontro 'olho no olho' com Donald Trump em março

Presidente viajou ao Panamá, onde participa do Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe.

Os presidentes Donald Trump e Lula, durante reunião na Malásia, em 26 de outubro (Ricardo Stuckert/PR/Divulgação)

Os presidentes Donald Trump e Lula, durante reunião na Malásia, em 26 de outubro (Ricardo Stuckert/PR/Divulgação)

Mateus Omena
Mateus Omena

Repórter

Publicado em 27 de janeiro de 2026 às 20h08.

Última atualização em 27 de janeiro de 2026 às 20h20.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) informou nesta terça-feira, 27, que vai aos Estados Unidos em março para um encontro direto com o presidente norte-americano, Donald Trump. A declaração foi feita após sua chegada ao Panamá, onde participa do Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe.

Lula afirmou que pretende ter uma conversa “olho no olho” com o chefe de Estado dos EUA.

"No começo de março eu vou fazer uma viagem a Washington porque os Estados Unidos e o Brasil são as duas principais democracias do Ocidente e eu acho que dois chefes de Estado precisam conversar olhando um no olho do outro, sabe, para que a gente possa discutir as boas relações entre Brasil e Estados Unidos", afirmou o presidente a jornalistas.

Ele também citou a conversa por telefone que teve com o líder norte-americano nesta segunda-feira, e com Emmanuel Macron, presidente da França, nesta tarde. Segundo Lula, seu propósito é dialogar com mais lideranças globais sobre multilateralismo e a defesa da democracia.

"Eu conversei com o Trump ontem, eu conversei com o Macron hoje, eu conversei com o Boric hoje e depois vou conversar com mais gente porque eu estou discutindo a questão do multilateralismo, a questão da democracia no mundo inteiro e eu espero marcar com o presidente Trump".

E acrescentou: "Eu estou convencido de que a gente vai voltar à normalidade logo logo, que a gente vai fortalecer o multilateralismo e que a gente vai fazer com que as economias voltem a crescer, porque é isso que o povo espera de todos nós".

Segundo um comunicado do Planalto, Lula e Donald Trump conversaram, durante uma ligação telefônica nesta segunda-feira, sobre a visita do presidente brasileiro a Washington, prevista para março.

Crise na Venezuela

No mesmo telefonema, Trump e Lula discutiram a crise política da Venezuela. Essa foi a primeira conversa entre os dois líderes desde a ofensiva militar dos Estados Unidos que resultou na captura de Nicolás Maduro e sua retirada do poder, no início do mês. Ele está atualmente sob custódia das autoridades americanas.

Apesar do diálogo com Trump, Lula já havia criticado publicamente a ação militar. Na sexta-feira, 23, classificou a intervenção como uma “falta de respeito” e afirmou que a América Latina não aceitará pressões externas.

Conselho da Paz

Na última semana, Donald Trump confirmou que convidou Lula para integrar o seu chamado Conselho de Paz.

A iniciativa, descrita por Trump como uma espécie de “ONU paralela”, faz parte de um projeto diplomático do republicano voltado à mediação de conflitos internacionais fora das estruturas tradicionais.

Em coletiva de imprensa na Casa Branca, o presidente americano afirmou à repórter da TV Globo Raquel Krähenbühl que Lula havia convidado Lula para integrar o conselho. O republicano também adiantou que espera do líder brasileiro uma grande atuação dentro do grupo.

"Um grande papel, eu gosto dele", declarou Donald Trump.

Desde a última semana, Trump convidou diversos líderes internacionais para compor o “Conselho de Paz para Gaza”, como parte de seu plano de 20 pontos que visa a reconstrução do enclave palestino e a promoção de uma paz duradoura na região.

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