(Ivan Martínez-Vargas/Exame)
Repórter especial em Brasília
Publicado em 7 de outubro de 2026 às 18h59.
Última atualização em 7 de outubro de 2026 às 19h51.
O Republicanos anunciou na noite desta quarta-feira, 7, apoio nacional à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no segundo turno da eleição presidencial contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A decisão foi anunciada pelo presidente nacional da legenda, deputado Marcos Pereira (SP), e representa uma mudança em relação ao primeiro turno, quando o partido optou pela neutralidade na disputa pelo Palácio do Planalto.
Os diretórios estaduais de Pernambuco e Paraíba, que apoiaram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no primeiro turno, serão liberados.
"Sinto que esse passo é o passo que a bancada na sua maioria queria, que é o apoio ao Senador Flávio Bolsonaro", disse o líder da bancada da sigla na Câmara, Augusto Coutinho (PE), que no primeiro turno apoiou Lula.
A adesão nacional do Republicanos foi articulada principalmente pelo governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas, uma das principais lideranças do Republicanos e aliado de Flávio. Além de Tarcísio, o governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo, estiveram no anúncio do endosso a Flávio, em Brasília, bem como os senadores Damares Alves e Hamilton Mourão.
“O Brasil hoje está entre dois caminhos. (...) O primeiro turno mostrou um país dividido. Eleito, você [Flávio] terá a obrigação de reconstruir pontes, porque o Brasil está cansado de viver em guerra, de ver irmão contra irmão, família contra família. Há momentos em que um partido precisa olhar para a própria trajetória e há momentos em que precisa olhar para o país”, disse Marcos Pereira, presidente nacional do Republicanos.
O apoio reforça o movimento de partidos de centro-direita e de direita em direção a Flávio após o primeiro turno, em que ele terminou à frente de Lula. O candidato do PL já recebeu o apoio da federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, e do Novo. O Republicanos elegeu 41 deputados federais e cinco senadores neste ano e tem entre seus principais nomes o presidente da Câmara, Hugo Motta (PB), que manteve proximidade com Lula e integra uma ala da legenda que resistia ao alinhamento nacional com Flávio.