(Vittor Sales/Flickr)
Repórter de Brasil e Economia
Publicado em 6 de outubro de 2026 às 20h52.
A Federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas (PP), anunciou nesta terça-feira, 6, apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais de 2026. A decisão foi tomada por unanimidade. O candidato também recebeu apoios de Ronaldo Caiado (PSD), Michel Temer (MDB) e Romeu Zema (Novo), enquanto Republicanos, Podemos e o próprio Novo estão entre as siglas no radar das articulações para a segunda etapa da disputa.
A Federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas (PP), anunciou nesta terça-feira, 6 de outubro, apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo comunicado divulgado pela federação, a decisão foi tomada por unanimidade após reunião das duas legendas.
No documento, a federação afirma ter decidido "fechar questão" em apoio ao candidato do PL e associa a escolha a uma agenda de modernização da gestão, desburocratização e mudanças na economia. O texto é assinado por Antonio de Rueda, presidente do União Brasil, e Ciro Nogueira, presidente do Progressistas.
A adesão amplia a base partidária que Flávio busca reunir para a votação de 25 de outubro. No primeiro turno, o candidato do PL obteve 47,03% dos votos válidos, ante 45,16% de Lula.
O anúncio ocorre em meio a uma série de articulações iniciadas depois do primeiro turno. Flávio já recebeu o apoio do ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), adversário na primeira etapa da eleição, e do ex-presidente Michel Temer (MDB). O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que também disputou o primeiro turno, declarou voto no candidato do PL.
Caiado oficializou o apoio nesta terça-feira durante encontro com Flávio em Goiânia. O ex-governador de Goiás terminou o primeiro turno na quinta colocação, com 2,18% dos votos válidos. A decisão pessoal de Caiado ocorre apesar de o PSD, partido ao qual é filiado, ter optado pela neutralidade no segundo turno.
Caiado afirmou que Flávio terá seu apoio em Goiás e disse que a adesão está vinculada também a compromissos programáticos apresentados ao candidato do PL.Temer anunciou seu voto em Flávio na segunda-feira, 5. O apoio do ex-presidente é individual e não representa, até o momento, uma posição nacional do MDB. Ao justificar sua decisão, Temer afirmou que o resultado do primeiro turno indicou, em sua avaliação, uma demanda do eleitorado por mudança.
A campanha de Flávio também trabalha para ampliar a lista de partidos aliados. O Republicanos discute uma adesão nacional ao candidato, e o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas, participou das articulações com o presidente da legenda, Marcos Pereira.
O Podemos também está entre as legendas procuradas pela campanha. Flávio afirmou nesta terça que já havia conversado com Republicanos e Podemos para tratar do segundo turno.
Em relação ao Novo, Romeu Zema já declarou pessoalmente apoio ao candidato do PL, enquanto Flávio busca ampliar a aproximação com integrantes da legenda. As negociações com outras siglas não equivalem, porém, a um apoio partidário formal enquanto as respectivas direções não anunciarem uma decisão oficial.
A decisão da União Progressista representa uma mudança em relação à primeira etapa da eleição. A federação havia adotado neutralidade nacional e liberado seus integrantes para apoiar diferentes candidaturas nos estados. Flávio tentou o apoio formal da aliança antes do primeiro turno, mas a articulação não avançou.
A federação formada por União Brasil e Progressistas anunciou apoio a Flávio Bolsonaro (PL).
Sim. Segundo o comunicado divulgado pela federação, a decisão foi tomada por unanimidade em reunião realizada nesta terça-feira, 6.
Sim. Caiado, que disputou o primeiro turno pelo PSD, anunciou apoio a Flávio no segundo turno. O PSD, porém, adotou neutralidade nacional.
Sim. O ex-presidente declarou voto no candidato do PL. A manifestação de Temer é pessoal e não representa, até o momento, apoio nacional do MDB.
As legendas estão entre os partidos envolvidos nas articulações do segundo turno. O Republicanos discute uma adesão e Flávio afirmou ter conversado com dirigentes do Republicanos e do Podemos. Uma negociação, porém, não deve ser tratada como apoio formal antes do anúncio das siglas.
Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva disputam o segundo turno em 25 de outubro.