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Relator do caso Delcídio diz que delação é autoconfissão

Relator no Conselho de Ética do Senado disse que, se confirmada a delação premiada de Delcídio, a cassação do parlamentar poderá ser acelerada


	Delcídio Amaral: senador teria feito acordo de delação premiada com a força-tarefa da Lava Jato e dado informações sobre Lula e Dilma
 (Ana Volpe/Agência Senado)

Delcídio Amaral: senador teria feito acordo de delação premiada com a força-tarefa da Lava Jato e dado informações sobre Lula e Dilma (Ana Volpe/Agência Senado)

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Da Redação

Publicado em 3 de março de 2016 às 15h39.

Brasília - O novo relator da representação contra o senador Delcídio do Amaral (PT-MS) no Conselho de Ética do Senado, Telmário Mota (PDT-RR), disse nesta quinta-feira (3) que, se confirmada a delação premiada de Delcídio, divulgada hoje em reportagem da revista Isto é, a cassação do parlamentar poderá ser acelerada: "Acho que sim", opiniou. “Imagina: o cara se autoconfessa réu", avaliou.

De acordo com a reportagem, Delcídio do Amaral teria feito acordo de delação premiada com a força-tarefa da Operação Lava Jato e dado informações de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente Dilma Rousseff tinham conhecimento do esquema de corrupção na Petrobras.

Mota, que tem até quarta-feira (9) para entregar o relatório prévio à Comissão, feito com base nas explicações já dadas por Delcídio ao colegiado, disse que está inteiramente dedicado ao caso.

“Se ele fez a delação premiada, é réu confesso. E réu confesso é com a Justiça. Se o cara é réu confesso, depõe contra si mesmo. Estou debruçado nos autos, estudando”, disse.

O relator disse que não falou com o senador investigado nos últimos dias e que as conversas entre eles agora “serão de forma transparante, apenas por meio de documentos”.

Sobre possíveis pressões de colegas para aliviar o parlamentar, Telmário afirmou que se acontecerem não vai ceder.

“Não aceito esse tipo de pressão. Não há nada no mundo que me faça aceitar. Vou agir na legalidade e com a minha consciência. Não há perigo de eu sofrer influência”, garantiu.

O relator disse ainda que, como vice-líder do governo, atua para defender temas importantes para o país e “não para proteger ninguém”.

“Fui eleito sem grupo político e financeiro, combatendo a corrupção. Não serei passivo a tudo isso. Não vou passar a mão na cabeça de ninguém”, disse.

O senador pedetista foi sorteado ontem (2) relator do caso Delcídio no Conselho de Ética, depois que o relator anterior do caso, senador Ataídes de Oliveira (PSDB-TO), foi impugnado por seu partido ter manifestado apoiou a representação inicial.

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