Brasil

Reforma ministerial: Lula substitui metade do primeiro escalão

Secretários-executivos devem assumir a maioria das pastas

Publicado em 31 de março de 2026 às 06h59.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reúne nesta terça-feira, no Palácio do Planalto, todos os ministros para oficializar a substituição de 18 dos 38 cargos do primeiro escalão.

As mudanças ocorrem para permitir que titulares deixem os postos e se candidatem nas eleições de outubro, conforme exigência legal.

Com a reformulação, o governo passará a ter maior presença de nomes técnicos e menos conhecidos politicamente. A estratégia central é promover secretários-executivos — os chamados “números 2” — para comandar as pastas.

Entre as trocas previstas, o Ministério da Educação deve ser assumido por Leonardo Barchini, no lugar de Camilo Santana. Nos Transportes, George Santoro substituirá Renan Filho. Na Fazenda, a transição já foi antecipada com a nomeação de Dario Durigan após a saída programada de Fernando Haddad.

Trocas atingem áreas estratégicas do governo

Na Casa Civil, Miriam Belchior assumirá o comando no lugar de Rui Costa, que disputará o Senado pela Bahia. No Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Mdic), o vice-presidente Geraldo Alckmin deixará o cargo, podendo permanecer como candidato a vice na chapa ou disputar o Senado por São Paulo.

O secretário-executivo Marcio Elias Rosa é o principal cotado para substituí-lo, embora exista a possibilidade de deslocamento de Márcio França para a função.

No Ministério da Agricultura, Carlos Fávaro deixará o cargo para disputar o Senado por Mato Grosso e será substituído por André de Paula, atual ministro da Pesca. A mudança atende à articulação política com a bancada do PSD na Câmara.

O economista Bruno Moretti, atualmente na Secretaria Especial de Análise Governamental, assumirá o Ministério do Planejamento no lugar de Simone Tebet, em movimento que também testa novos quadros no primeiro escalão.

Saídas em bloco e indefinições no núcleo político

Outros ministros também deixarão seus cargos para disputar eleições, como Jader Filho (Cidades), Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário), Anielle Franco (Igualdade Racial), Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos), André Fufuca (Esportes), Marina Silva (Meio Ambiente), Waldez Góes (Desenvolvimento Regional), Macaé Evaristo (Direitos Humanos) e Sônia Guajajara (Povos Indígenas).

A expectativa é que todos sejam substituídos por seus secretários-executivos, embora muitos ainda não tenham sido formalmente convidados.

Na articulação política, a saída de Gleisi Hoffmann do Ministério das Relações Institucionais, para concorrer ao Senado pelo Paraná, ainda não tem substituto definido. O presidente avalia a indicação de um nome com maior experiência política, podendo optar por uma solução interina.

Além das mudanças já confirmadas, o governo ainda avalia possíveis saídas adicionais, como as de Márcio França, Luciana Santos e Wolney Queiroz, o que pode ampliar a reformulação ministerial nas próximas semanas.

*Com O Globo

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