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Guerra no Oriente Médio entra no 2º mês com escalada militar e tensão no Estreito de Ormuz

Bombardeios atingem Teerã, ataques se espalham pelo Golfo e impasse em Ormuz mantém petróleo acima de US$ 100

Irã: ataques se intensificam no 32º dia e ampliam risco para o mercado global de energia (AFP via Getty Images)

Irã: ataques se intensificam no 32º dia e ampliam risco para o mercado global de energia (AFP via Getty Images)

Publicado em 31 de março de 2026 às 06h23.

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O conflito entre Irã e Israel chegou ao 32º dia nesta terça-feira, 31, com intensificação dos bombardeios, novos ataques a países do Golfo e aumento das ameaças dos Estados Unidos, enquanto o impasse sobre o Estreito de Ormuz continua pressionando o mercado global de energia.

O Irã lançou mísseis contra países do Golfo ao mesmo tempo em que novas explosões foram registradas em Teerã, com relatos de apagões em partes da capital após bombardeios atribuídos a Israel.

As forças israelenses afirmaram ter interceptado parte dos projéteis e intensificado ataques contra estruturas militares iranianas.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declarou que mais da metade dos alvos estratégicos já foi atingida, mas evitou estabelecer prazo para o fim da operação.

No Líbano, quatro soldados israelenses morreram em combate contra o Hezbollah, enquanto novos bombardeios atingiram áreas de Beirute. Rebeldes huthis, apoiados por Teerã, intensificaram ataques no Mar Vermelho.

EUA elevam ameaças, mas mantêm estratégia aberta

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a elevar o tom contra Teerã. Ele ameaçou destruir completamente a ilha de Kharg — responsável por cerca de 90% das exportações de petróleo iraniano — além de usinas elétricas, poços de petróleo e instalações de dessalinização, caso o Irã não aceite um acordo para encerrar o conflito.

Ao mesmo tempo, segundo relatos da imprensa americana, Trump indicou a aliados que pode encerrar a campanha militar mesmo sem garantir a reabertura do Estreito de Ormuz, priorizando objetivos militares imediatos e deixando a questão da navegação para uma fase posterior, possivelmente com atuação de aliados.

Estreito de Ormuz segue no centro da crise global

Responsável pelo transporte de cerca de 20% do petróleo mundial, o Estreito de Ormuz segue parcialmente bloqueada desde o início da guerra, e o Irã avalia endurecer ainda mais o controle, incluindo a cobrança de pedágios e a proibição de embarcações ligadas aos Estados Unidos e a Israel.

A medida foi criticada por Washington, e o secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que a comunidade internacional não poderia aceitar restrições desse tipo.

Embora os Estados Unidos afirmem manter contatos indiretos com autoridades iranianas, Teerã nega negociações formais e sustenta que apenas recebeu propostas por meio de intermediários, como o Paquistão.

Ao mesmo tempo, países do G7 discutem o impacto do conflito e possíveis medidas para mitigar os efeitos sobre o mercado de energia, enquanto cresce a pressão para que uma coalizão internacional atue na segurança da navegação na região.

O petróleo segue acima de US$ 100 por barril. Um relatório do JP Morgan indica que o mundo entrou em uma fase de “choque de fluxo”, com redução do transporte de petróleo, que pode evoluir para um problema de escassez de estoques nas próximas semanas.

A Ásia aparece como a região mais vulnerável no curto prazo, enquanto Europa e Estados Unidos devem sentir os impactos de forma gradual, principalmente por meio da alta de preços.

*Com EFE e AFP

 

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