Carreira

O funcionário que a Coca-Cola FEMSA Brasil procura, já trabalha lá: são 159 promoções desde 2025

Gabriela Meier, gerente de RH, detalha os programas de formação interna, parentalidade e saúde mental da companhia

Publicado em 13 de julho de 2026 às 12h01.

Última atualização em 14 de julho de 2026 às 12h24.

Enquanto boa parte do mercado disputa profissionais prontos, a Coca-Cola FEMSA Brasil decidiu olhar para dentro. O "Promover", programa que prepara colaboradores operacionais para assumir novas funções, soma mais de 2.900 inscritos entre 2025 e 2026, já formou mais de 600 pessoas e resultou em 159 promoções internas.

Os números fazem parte de uma estratégia de gestão de pessoas que combina capacitação técnica, apoio à parentalidade e saúde mental. A lógica, segundo Gabriela Meier, gerente de RH da Coca-Cola FEMSA Brasil, é acompanhar o colaborador em diferentes momentos da vida, e não apenas em datas de avaliação.

"Ao desenvolver talentos internamente, conseguimos valorizar quem já faz parte da companhia e construir uma cultura de aprendizado contínuo", diz Meier.

Gabriela Meier, gerente de RH da Coca-Cola FEMSA Brasil

Gabriela Meier, gerente de RH da Coca-Cola FEMSA Brasil

A fábrica de promoções internas

O Promover nasceu para ampliar as possibilidades de crescimento de quem atua na operação. O programa combina formação técnica, desenvolvimento comportamental e as certificações exigidas para novas funções dentro das unidades da companhia.

A executiva ressalta que a contratação externa não saiu do radar. "As duas estratégias são complementares", afirma. Trazer gente de fora continua sendo um caminho para oxigenar a empresa com novas experiências, mas o desenvolvimento interno virou prioridade por um motivo direto: preparar profissionais para novos desafios enquanto melhora a eficiência das operações.

Outra frente da estratégia é o KOF Maternar, programa que acompanha a jornada da parentalidade desde o desejo de engravidar até o retorno ao trabalho. O desenho foge do padrão: além de gestantes, o programa atende pessoas que estão tentando engravidar, famílias por adoção, casais homoafetivos e pessoas não binárias.

Em 2025, o KOF Maternar registrou 757 participantes e alcançou 95% de satisfação. Para Meier, o resultado reforça a relevância de um cuidado desenhado para diferentes configurações familiares, e não para um único perfil de colaborador.

Saúde mental fora do modo crise

Na saúde mental, o desafio apontado pela gerente é tirar o tema do terreno das ações pontuais. "O principal desafio é transformar o cuidado com a saúde mental em uma prática permanente e acessível, e não em uma ação pontual", diz.

A resposta da companhia é o Estar Bem, programa estruturado em frentes de prevenção, acolhimento e acompanhamento contínuo. Os colaboradores têm acesso a teleterapia, telemedicina, apoio para dependência química, Serviço Social e iniciativas de promoção de hábitos saudáveis. Em vez de medir o sucesso por um único indicador, o RH acompanha a adesão aos programas e a percepção dos times sobre as iniciativas.

Questionada sobre qual deveria ser a prioridade do RH nos próximos anos, entre lideranças, saúde mental, capacitação' ou engajamento, a executiva recusa a escolha. "É difícil falar em desenvolvimento sem olhar para o bem-estar, assim como é difícil promover engajamento sem criar oportunidades reais de crescimento", afirma.

No fim, a resposta da Coca-Cola FEMSA Brasil para a disputa por talentos não está no mercado. Está na própria folha de pagamento.

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