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Quando começa a valer o Bolsa Família de R$ 691?

Reajuste de 15,04% eleva benefício médio do programa para R$ 777; veja quem recebe e como consultar

Bolsa Família (Roberta Aline/Agência Brasil)

Bolsa Família (Roberta Aline/Agência Brasil)

André Martins
André Martins

Repórter de Brasil e Economia

Publicado em 17 de setembro de 2026 às 12h23.

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O reajuste anunciado nesta quinta-feira, 17, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no programa Bolsa Família, às vésperas do primeiro turno das eleições presidenciais.

O aumento também eleva o benefício médio do programa de R$ 675 para R$ 777. Segundo o governo, a correção foi calculada com base na inflação acumulada pelo INPC, índice que mede a variação de preços para famílias com renda mais baixa, desde 2023.

O Ministério do Planejamento informou que a atualização busca recompor o poder de compra dos beneficiários. O reajuste ocorre às vésperas da eleição e após Lula admitir que o aumento do custo de vida, especialmente dos alimentos, passou a ser uma preocupação no país.

Quando começa a valer o novo valor do Bolsa Família?

O novo valor do Bolsa Família, programa de transferência de renda do governo federal, começa a valer a partir de outubro de 2026. Entre o primeiro e o segundo turno das eleições.

Os depósitos continuam seguindo o calendário tradicional do programa, organizado conforme o último número do NIS, o Número de Identificação Social do beneficiário.

Como ficam os valores do Bolsa Família após o reajuste

Com a nova regra, os benefícios do programa passam a ter os seguintes valores:

  • Benefício de Renda de Cidadania: R$ 164 por integrante da família;
  • Benefício Complementar: valor de até R$ 691 para famílias cuja soma dos benefícios não alcance esse piso;
  • Benefício Primeira Infância: R$ 173 por criança de até sete anos incompletos;
  • Benefício Variável Familiar: R$ 58 por integrante que se enquadre nas regras previstas.
O reajuste representa uma alta de R$ 91 no piso do programa, que atualmente é de R$ 600.

Qual será o impacto do reajuste do Bolsa Família nas contas públicas?

O aumento terá impacto fiscal de R$ 5,8 bilhões em 2026, considerando os pagamentos realizados a partir de outubro. Em 2027, o custo adicional estimado pelo governo é de R$ 22 bilhões.

A previsão de despesas com o programa social no orçamento passa de R$ 157,1 bilhões para R$ 179 bilhões após a atualização dos valores.

O governo informou que enviará mudanças na Lei Orçamentária Anual (LOA), documento que define as receitas e despesas previstas para o próximo ano, para incorporar o reajuste.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o impacto será acomodado no orçamento e que as metas fiscais serão mantidas.

"Estamos fazendo o dever de casa para incorporar no Orçamento que já estava previsto para este ano o reajuste, sem solavancos, sem mudança de rumo", afirmou Durigan.

Quem tem direito ao Bolsa Família

Podem receber o benefício famílias inscritas no CadÚnico, cadastro utilizado pelo governo para identificar beneficiários de programas sociais, com renda mensal de até R$ 218 por integrante do núcleo familiar.

O Ministério do Desenvolvimento Social informou que realiza revisões cadastrais e visitas para reduzir pagamentos indevidos e garantir a entrada de famílias que atendem aos critérios do programa.

O Bolsa Família atende atualmente 49,68 milhões de pessoas e representa entre 1,2% e 1,25% do PIB previsto para 2027, segundo estimativa do governo.

Como consultar o Bolsa Família pelo CPF?

A consulta do Bolsa Família pode ser feita pelos canais oficiais do governo e da Caixa Econômica Federal. O beneficiário pode verificar informações como situação do benefício, valores disponíveis e calendário de pagamento.

Entre as opções estão:

  • aplicativo Bolsa Família;
  • aplicativo Caixa Tem;
  • canais de atendimento da Caixa;
  • consulta pelo Cadastro Único.
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