Bolsa Família (Roberta Aline/Agência Brasil)
Repórter de Brasil e Economia
Publicado em 17 de setembro de 2026 às 12h23.
O reajuste anunciado nesta quinta-feira, 17, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no programa Bolsa Família, às vésperas do primeiro turno das eleições presidenciais.
O aumento também eleva o benefício médio do programa de R$ 675 para R$ 777. Segundo o governo, a correção foi calculada com base na inflação acumulada pelo INPC, índice que mede a variação de preços para famílias com renda mais baixa, desde 2023.
O Ministério do Planejamento informou que a atualização busca recompor o poder de compra dos beneficiários. O reajuste ocorre às vésperas da eleição e após Lula admitir que o aumento do custo de vida, especialmente dos alimentos, passou a ser uma preocupação no país.
O novo valor do Bolsa Família, programa de transferência de renda do governo federal, começa a valer a partir de outubro de 2026. Entre o primeiro e o segundo turno das eleições.
Os depósitos continuam seguindo o calendário tradicional do programa, organizado conforme o último número do NIS, o Número de Identificação Social do beneficiário.
Com a nova regra, os benefícios do programa passam a ter os seguintes valores:
Qual será o impacto do reajuste do Bolsa Família nas contas públicas?
O aumento terá impacto fiscal de R$ 5,8 bilhões em 2026, considerando os pagamentos realizados a partir de outubro. Em 2027, o custo adicional estimado pelo governo é de R$ 22 bilhões.
A previsão de despesas com o programa social no orçamento passa de R$ 157,1 bilhões para R$ 179 bilhões após a atualização dos valores.
O governo informou que enviará mudanças na Lei Orçamentária Anual (LOA), documento que define as receitas e despesas previstas para o próximo ano, para incorporar o reajuste.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o impacto será acomodado no orçamento e que as metas fiscais serão mantidas.
"Estamos fazendo o dever de casa para incorporar no Orçamento que já estava previsto para este ano o reajuste, sem solavancos, sem mudança de rumo", afirmou Durigan.
Podem receber o benefício famílias inscritas no CadÚnico, cadastro utilizado pelo governo para identificar beneficiários de programas sociais, com renda mensal de até R$ 218 por integrante do núcleo familiar.
O Ministério do Desenvolvimento Social informou que realiza revisões cadastrais e visitas para reduzir pagamentos indevidos e garantir a entrada de famílias que atendem aos critérios do programa.
O Bolsa Família atende atualmente 49,68 milhões de pessoas e representa entre 1,2% e 1,25% do PIB previsto para 2027, segundo estimativa do governo.A consulta do Bolsa Família pode ser feita pelos canais oficiais do governo e da Caixa Econômica Federal. O beneficiário pode verificar informações como situação do benefício, valores disponíveis e calendário de pagamento.
Entre as opções estão: