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PT reduz candidatos a governador e prioriza alianças para reeleger Lula

Partido trabalha com nove nomes próprios e abre palanques para aliados

PT: estratégia eleitoral prioriza alianças e reeleição de Lula em 2026 (Partido dos Trabalhadores/Divulgação)

PT: estratégia eleitoral prioriza alianças e reeleição de Lula em 2026 (Partido dos Trabalhadores/Divulgação)

Publicado em 6 de abril de 2026 às 07h34.

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O Partido dos Trabalhadores (PT) deve lançar seu menor número de candidatos a governador em 2026, ao priorizar alianças para fortalecer a campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Até o momento, a sigla trabalha com nove nomes próprios nos estados.

A estratégia ocorre em meio à pressão pelo desempenho de Lula nas pesquisas de intenção de voto e marca uma mudança em relação a eleições anteriores, com maior abertura de palanques a aliados.

As negociações ganham força com o fim da janela partidária e o prazo de desincompatibilização. O partido decidiu abrir mão de candidaturas próprias em estados estratégicos, especialmente onde o bolsonarismo tem maior força, como na região Sul.

Nos bastidores, dirigentes afirmam que o objetivo é “perder por menos” em estados como Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina, evitando impactos negativos na disputa presidencial.

Nesse contexto, o Senado ganhou prioridade. No RS, o PT avalia retirar a candidatura de Edegar Pretto para apoiar Juliana Brizola, enquanto Paulo Pimenta deve concorrer ao Senado.

Apoios em estados-chave e foco no Congresso

A legenda também não terá candidato em estados com grande peso eleitoral, como Rio de Janeiro — onde apoiará Eduardo Paes — e Minas Gerais, onde há articulações para lançar Rodrigo Pacheco.

Outros apoios incluem João Campos em Pernambuco, Omar Aziz no Amazonas e Fábio Mitidieri na tentativa de reeleição em Sergipe.

Segundo o deputado Lindbergh Farias, a redução de candidaturas próprias reflete a ampliação de alianças para enfrentar a oposição, em referência indireta ao senador Flávio Bolsonaro.

A estratégia enfrenta resistência dentro do partido. Críticos avaliam que a ausência de candidaturas a governador pode enfraquecer a formação da bancada federal e reduzir a presença regional do PT.

Já aliados da direção defendem que Lula será o principal puxador de votos para a Câmara, compensando a menor capilaridade estadual.

O partido também busca ampliar sua bancada federal em cerca de 20 deputados e evitar um avanço da oposição no Senado.

Prioridade nos estados governados pelo PT

A legenda deve concentrar esforços na manutenção dos governos que já comanda: Piauí, Bahia, Ceará e Rio Grande do Norte.

Entre esses, o cenário mais delicado é no RN, onde a governadora Fátima Bezerra enfrenta alta desaprovação. No estado, o PT lançou Cadu Xavier como pré-candidato ao governo.

No São Paulo, o partido aposta no ministro Fernando Haddad para enfrentar o governador Tarcísio de Freitas, mesmo considerando a vitória improvável.

Ainda há indefinições em estados como Goiás, Maranhão e Roraima, onde o PT avalia lançar candidatos próprios ou apoiar aliados.

Em 2022, o partido lançou 13 candidatos a governador. O número atual, se confirmado, será o menor desde 2010, refletindo a centralidade da eleição presidencial na estratégia da legenda.

*Com O Globo

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