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PSD quer 90 deputados e deve escolher candidato a presidente até 15 abril, diz Kassab

Segundo ele, partido manterá alianças regionais diversas, independentemente do nome escolhido para disputar a Presidência

Gilberto Kassab: 'O nosso esforço será para que até 15 de abril a gente possa definir', disse o político (Matheus Campos)

Gilberto Kassab: 'O nosso esforço será para que até 15 de abril a gente possa definir', disse o político (Matheus Campos)

César H. S. Rezende
César H. S. Rezende

Repórter de agro e macroeconomia

Publicado em 30 de janeiro de 2026 às 14h41.

Última atualização em 30 de janeiro de 2026 às 15h02.

Nas eleições de 2026, o PSD pretende eleger entre 80 e 90 deputados federais — atualmente, a legenda conta com 47 cadeiras na Câmara. A sigla também deve definir até 15 de abril seu candidato à Presidência da República, entre três nomes: os governadores Ronaldo Caiado (GO), Eduardo Leite (RS) e Ratinho Junior (PR).

A informação foi confirmada nesta sexta-feira, 30, pelo presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, durante evento da Câmara Americana de Comércio (Amcham), na sede da B3, em São Paulo.

“As pesquisas pesam e são parte integrante dessa avaliação. O nosso esforço será para que até 15 de abril a gente possa definir”, disse Kassab. Segundo ele, a escolha será política, baseada em pesquisas, viabilidade eleitoral e sinergia com alianças para o segundo turno.

Os três pré-candidatos do PSD partem, segundo Kassab, de condições equivalentes no ponto de largada. “Todos estão no patamar zero. Em poucas semanas começaremos a visualizar quem oferece melhor perspectiva de vitória”, afirmou.

O dirigente reiterou que o PSD não está orientado por “planos de poder”, mas por um projeto nacional. Ele citou como exemplo a eleição de 2022, quando o partido optou por não apoiar Lula nem Bolsonaro, mesmo diante de eventuais vantagens eleitorais. “Poder a qualquer preço não é nosso objetivo”, disse.

Ele afirmou ainda que o PSD manterá alianças regionais diversas, independentemente do nome escolhido para disputar a Presidência. Em alguns estados, o partido estará alinhado ao PT e contará com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em outros, fará alianças com partidos de direita, inclusive com apoio do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Em São Paulo, por exemplo, o PSD apoiará a reeleição do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), mesmo que ele esteja vinculado a Flávio na disputa federal. Já no Rio de Janeiro, o prefeito Eduardo Paes (PSD), cotado para disputar o governo estadual, deve contar com o apoio de Lula.

“Enquanto nós tivermos no Brasil a coligação majoritária, e ela ainda é permitida, sempre haverá essa situação em um estado ou outro. É natural. Desde que participo de eleições, isso acontece: o cruzamento de candidaturas”, afirmou Kassab.

Ele citou como exemplo a Bahia, onde o senador Otto Alencar (PSD) e o deputado Antônio Brito (PSD) mantêm uma aliança histórica com o PT — o que não impede o partido de lançar uma candidatura nacional própria.

Apesar da diversidade nas alianças estaduais, Kassab afirmou que os três pré-candidatos do PSD à Presidência têm disposição para disputar o Senado, caso não sejam escolhidos para a corrida presidencial. “Os três admitem, com bastante discrição, uma candidatura ao Senado”, afirmou.

Aposta nas redes

Kassab se mostrou otimista quanto ao desempenho da legenda em 2026. Para alcançar a meta de até 90 deputados federais, o partido aposta em uma candidatura presidencial competitiva.

“Uma boa candidatura nacional ajuda na eleição de bancadas estaduais e federais”, disse.

Ele também destacou que o uso das redes sociais deve ganhar ainda mais importância nas campanhas. “Os palanques regionais continuam importantes, mas hoje as redes sociais também levam diretamente a mensagem”, afirmou.

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