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Com R$ 3 bilhões, obras em escolas de SP crescem 260%

Mais da metade das reformas e ampliações foi concluída em 2025; estado informa aumento expressivo em relação ao triênio anterior

Escola: o último ano concentrou boa parte do esforço: 3.442 obras foram entregues em 2025 (Arquivo Pessoal)

Escola: o último ano concentrou boa parte do esforço: 3.442 obras foram entregues em 2025 (Arquivo Pessoal)

André Martins
André Martins

Repórter de Brasil e Economia

Publicado em 30 de janeiro de 2026 às 06h00.

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O governo do Estado de São Paulo afirma ter finalizado 6.543 obras em escolas e creches entre janeiro de 2023 e dezembro de 2025. O número representa, segundo dados oficiais, um aumento de 261,8% em relação ao total de intervenções feitas entre 2019 e 2022.

O volume de recursos aplicados em três anos chegou a R$ 3 bilhões, com repasses da Secretaria da Educação (Seduc-SP) e execução da Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE) ou por meio de convênios com prefeituras.

Ao todo, 3.357 prédios escolares foram revitalizados, incluindo reformas em cozinhas, quadras, telhados, refeitórios e salas de aula.

A cobertura geográfica abrange 562 municípios com redes de ensino fundamental e médio. Segundo a pasta, também foram feitas adequações de acessibilidade e instalação de sistemas de climatização.

O último ano concentrou boa parte do esforço: 3.442 obras foram entregues em 2025, o equivalente a mais da metade do total no triênio, com R$ 1,2 bilhão empenhado apenas no período.

Novas creches e unidades do ensino médio

No período, também foram inauguradas 68 unidades do programa Creche Escola. A ação, voltada à educação infantil municipal, teve orçamento de R$ 170,6 milhões e ampliou em 8,9 mil o número de vagas para crianças de zero a cinco anos.

As estruturas são fruto de parceria entre o estado e administrações municipais.

Um dos projetos destacados pela Seduc-SP é a nova sede da Escola Estadual Professor Hemilson Carlos Magrini, em Emilianópolis, voltada ao ensino médio.

A obra, de R$ 5,7 milhões, foi construída para atender alunos que antes dividiam espaço com estudantes da rede municipal. O novo prédio tem dez salas de aula, sala de informática, laboratório multiuso, quadra coberta e banheiros acessíveis.

Professores ouvidos pela rede estadual relataram melhora nas condições físicas para o trabalho pedagógico, enquanto estudantes destacaram a diversidade de espaços como fator positivo.

O governo não apresentou, no entanto, indicadores de desempenho acadêmico relacionados às obras entregues.

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