Brasil

Próximo Natal será o melhor em termos de vendas no varejo, diz Mantega

Mantega frisou que não se deve apenas observar o preço dos alimentos, mas o conjunto dos preços da economia

Segundo o ministro, alguns preços continuarão altos, como o da carne, que está em falta no mercado internacional (Fabio Rodrigues Pozzebom/AGÊNCIA BRASIL)

Segundo o ministro, alguns preços continuarão altos, como o da carne, que está em falta no mercado internacional (Fabio Rodrigues Pozzebom/AGÊNCIA BRASIL)

DR

Da Redação

Publicado em 2 de dezembro de 2010 às 20h35.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse hoje (2) que o próximo Natal deverá o ser o melhor em termos de vendas no varejo. Perguntado se não existe, no momento, preocupação com a alta da inflação e dos juros futuros, Mantega lembrou a alta do preço das commodities (produtos básicos), principalmente de alimentos e ressaltou que a questão é mundial e está ocorrendo em todos os países. </p>

Mantega disse que um dos motivos da alta do preço dos produtos é a sazonalidade e que há também um pouco de especulação, devido à falta de alternativa de investimentos para os estrangeiros, já que sobra dinheiro na economia internacional, com muita emissão pelos países avançados. De acordo com o ministro, as questões climáticas também pressionam os preços dos alimentos, tanto internamente quando no exterior.

“Aqui no Brasil, depois de a gente ter tido uma alta muito forte do milho, do feijão, do trigo, esses já dão sinal de reversão no atacado, mas isso ainda não aparece no varejo. Portanto, é cíclico”, afirmou. Mantega destacou, porém, que no atacado a queda da inflação tem sido detectada, mas no varejo a redução só deverá ser observada a partir de janeiro. 

No entanto, ressaltou o ministro, alguns preços continuarão altos, como o da carne, que está em falta no mercado internacional. “Podemos ficar tranquilos. Haverá uma redução de preço de alimentos no ano que vem. Essa história nós já vimos. É só lembrar do início do ano [2010], quando houve uma elevação inflacionária por causa do álcool e da chuva, com problemas com hortifrutigranjeiros, e depois baixou”, disse.

Mantega frisou que não se deve apenas observar o preço dos alimentos, mas o conjunto dos preços da economia. Ele lembrou que a economia está crescendo a 7,5%, com consequências para a demanda. “Portanto, o consumo, a demanda, está forte. Acho que nós teremos o melhor Natal em termos de venda do varejo”, destacou. 

Segundo ele, se nos cálculos forem retirados do núcleo da inflação os alimentos e os combustíveis, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fica abaixo de 5%. "Se forem mantidos os dois itens, a inflação pelo mesmo índice passa para 5,2%, ainda dentro da meta. “Um pouco acima do centro da meta [4,5%, podendo variar 2 pontos para cima ou para baixo], mas ainda dentro da meta. A inflação está sob controle, não vai escapar da meta, e o governo fará o que for necessário para isso continue”, afirmou. 

Acompanhe tudo sobre:PersonalidadesPolíticosPolíticos brasileirosPolítica no BrasilTrigoPreçosAlimentosGuido Mantega

Mais de Brasil

Lula diz que enviará novamente ao Senado indicação de Jorge Messias ao STF

Anvisa autoriza funcionamento de fábrica da Ypê em São Paulo

Atlas: Lula tem vantagem de 29 pontos contra Flávio no 1º turno no Rio Grande do Norte

Atlas: Samanda Alves e Styvenson lideram disputa ao Senado no Rio Grande do Norte