Brasil

Projeto de lei quer obrigar taxista a ter cabine blindada

Instalação seria custeada pelos próprios motoristas ou pelas cooperativas


	Taxis em São Paulo: deputado justifica que o projeto proporcionaria mais segurança aos motoristas de táxis no país.
 (Fernando Moraes/Veja São Paulo/Reprodução)

Taxis em São Paulo: deputado justifica que o projeto proporcionaria mais segurança aos motoristas de táxis no país. (Fernando Moraes/Veja São Paulo/Reprodução)

DR

Da Redação

Publicado em 1 de outubro de 2016 às 15h04.

Assaltos e homicídios contra taxistas infelizmente são uma rotina no Brasil. Mas um projeto de lei apresentado ontem (dia 29) na Câmara dos Deputados sugere uma solução no mínimo polêmica: equipar todos os veículos do tipo com uma cabine blindada que isole o motorista dos passageiros.

De autoria do deputado Alberto Fraga (DEM-DF), o PL 5667/16 (clique aqui para ler na íntegra), o texto prevê que a adaptação - certamente longe de ser barata - seja custeada pelos próprios taxistas ou cooperativas, por meio de financiamento fornecido por bancos públicos nas mesmas condições das linhas voltadas à compra de carros novos.

O deputado justifica que o projeto proporcionaria mais segurança aos motoristas de táxis no país. A proposta não é nova: já havia sido apresentada em 1999, mas acabou rejeitada durante as tramitações.

Para ser implementado, o PL precisa passar por um longo processo. Só na Câmara, ele deverá passar pelas comissões de Viação e Transportes, Finanças e Tributação e Constituição e Justiça de Cidadania. Depois segue para o Senado e então para a Presidência da República.

Levando-se em conta apenas as capitais brasileiras, estima-se que existam mais de 130 mil táxis em operação no país.

Acompanhe tudo sobre:CarrosAutoindústriaVeículosTransportesmobilidade-urbanaSegurança públicaTáxis

Mais de Brasil

Aeroportos brasileiros superam 120 milhões de passageiros em 2025

STF torna ré mulher que hostilizou Flávio Dino em avião no Maranhão

São Paulo avança para estrear modelo inédito de licitação no Brasil

Cerca de um terço dos cursos de medicina do país tiveram desempenho ruim no Enamed