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Prisão de militar brasileiro repercute na imprensa internacional

Coberturas colocam como um caso delicado para Bolsonaro a apreensão dos 39kg de cocaína em avião da FAB; francês Le Monde chega a chamar de "aerococa"

REUNIÃO DO G20 NO JAPÃO: por causa do episódio, o avião que transportava o presidente preferiu fazer escala em Lisboa em vez de Sevilha / Alan Santos/Brazilian Presidency/Handout via REUTERS (Alan Santos/Brazilian Presidency/Handout/Reuters)

REUNIÃO DO G20 NO JAPÃO: por causa do episódio, o avião que transportava o presidente preferiu fazer escala em Lisboa em vez de Sevilha / Alan Santos/Brazilian Presidency/Handout via REUTERS (Alan Santos/Brazilian Presidency/Handout/Reuters)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 26 de junho de 2019 às 19h16.

São Paulo — A imprensa internacional repercute nesta quarta-feira, 26, a prisão de um militar brasileiro acusado de transportar 39 kg de cocaína em um avião que integrava a comitiva do presidente Jair Bolsonaro. O homem, de 38 anos, um sargento da Força Aérea Brasileira (FAB), foi preso no aeroporto de Sevilha, na Espanha, e estava no grupo de 21 militares que dão suporte à viagem presidencial até Tóquio, onde Bolsonaro participará da reunião do G-20. O presidente não estava no mesmo avião que o militar preso.

O diário Le Monde, um dos principais da França, escreve que essa não era a primeira viagem presidencial do sargento e que a situação dá elementos para a oposição criticar o presidente. "Bolsonaro abalado pelo caso "Aerococa", depois que 39 kg de cocaína foram encontrados em um avião oficial" foi o título dado pelo diário parisiense.

O jornal americano The Washington Post deu ao caso ênfase diferente da dos periódicos britânicos, citando Bolsonaro somente no quarto parágrafo da reportagem e reproduzindo com destaque informações técnicas sobre a apreensão dadas por uma fonte anônima integrante da guarda civil espanhola.

"Cocaína na Espanha coloca Bolsonaro sob tensão" foi o título da publicação inglesa Financial Times, que classificou o caso como "um constrangimento internacional para Bolsonaro" em matéria publicada em seu site. A reportagem diz ainda que "a detenção é um baque para o direitista Bolsonaro, cujo governo está tentando endurecer as leis sobre drogas e tem frequentemente louvado as Forças Armadas".

A revista alemã Der Spiegel também dedicou espaço ao caso em seu site. Em texto curto, apenas relata a situação e cita que o soldado integrava a comitiva do presidente para a viagem ao G-20. "Militar na comitiva presidencial brasileira tinha 39 quilos de cocaína".

Na Espanha, o El País intitulou a reportagem com "Detido em Sevilha um militar da comitiva de Jair Bolsonaro com 39 quilos de cocaína" e explicou que a droga foi encontrada por agentes espanhóis quando o militar brasileiro desceu do avião da FAB com um saco de guardar roupas e uma mala de mão.

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