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PoderData/Aya: Lula tem 40% e Flávio Bolsonaro, 36%, no 1º turno

Relação de Jaques Wagner com o caso Banco Master não alterou o desempenho de Lula

Eleições 2026: 29% responderam “posição política” para justificar voto (Ricardo Stuckert/Agência Senado/Montagem Exame/Flickr)

Eleições 2026: 29% responderam “posição política” para justificar voto (Ricardo Stuckert/Agência Senado/Montagem Exame/Flickr)

Letícia Cassiano
Letícia Cassiano

Colaboradora

Publicado em 25 de junho de 2026 às 09h38.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) estão tecnicamente empatados na corrida à presidência da República, segundo o levantamento PoderData/Aya, do veículo Poder360 Jornalismo em parceria com o Aya Bancah, divulgado nesta quinta-feira, 25.

Em um cenário de primeiro turno, Lula aparece com 40% das intenções de voto. Pouco atrás está Flávio Bolsonaro, com 36%. Enquanto o índice do presidente permanece inalterado desde o último levantamento do instituto, em 25 de maio, o senador subiu 1 ponto percentual desde então.

Os demais pré-candidatos aparecem juntos, muito atrás. Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) acumulam 4% das intenções de voto cada um. Romeu Zema (Novo), Augusto Cury (Avante) e Joaquim Barbosa (DC) compartilham 3% dos votos cada.

A pesquisa não considerou os nomes de Samara Martins (UP), Cabo Daciolo (Mobiliza), Aécio Neves (PSDB), Rui Costa Pimenta (PCO), Hertz Dias (PSTU) e Edmilson Costa (PCB).

Votos nulos ou brancos somam 5%, e 3% dos entrevistados não souberam ou não quiseram responder. Na comparação com o levantamento de maio, os resultados se mostram estáveis.

Caso Master nas eleições e motivação do voto

As datas de coleta das entrevistas e divulgação dos estudos coincidem com diferentes momentos da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga a fraude financeira do Banco Master.

Em maio, a pesquisa mediu a reação dos eleitores às conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, dono do banco. Em junho, quem está na mira da operação é o líder do Governo no Senado, Jaques Wagner (PT). A relação do petista com o caso, no entanto, não alterou o desempenho de Lula.

A pesquisa também questionou os respondentes sobre a principal motivação na escolha do candidato no primeiro turno. Ao todo, 29% responderam “posição política” e 18% apontaram para “rejeição aos outros candidatos”.

O levantamento ouviu 2.400 eleitores entre os dias 21 e 24 de junho. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. Os resultados foram registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-05722/2026.

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